Iphan-AC explica importância da preservação do Patrimônio em minicurso

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-AC) participou da Semana de História na Universidade Federal do Acre (UFAC) realizada entre os dias 17 e 20 de outubro. A mestranda do Iphan em Preservação do Patrimônio, a antropóloga Fabiana Lima dos Santos, ministrou uma aula aos estudantes inscritos no minicurso Patrimônio Material, Imaterial e Natural, a qual explicou a competência do Iphan no estado, objetivando passar aos presentes a importância de se preservar um patrimônio em uma sociedade. O minicurso promoveu debates acerca do assunto e foi mediado pela professora do curso de História na UFAC, Ivandra Rampanelli, e teve a participação do professor espanhol e doutor em arqueologia, Agustín Díez Castillo, da Universidade de Valência-ESP.

“A proposta foi um convite da Ivandra Rampanelli, com o superintendente do Iphan (Jorge Mardini Sobrinho), para disseminar um pouco das informações que são do âmbito do Iphan, trabalhando o que é o Patrimônio, como esse Patrimônio se perpetua dentro do Acre e trazer uma linguagem mais clara de quais são os instrumentos que o Patrimônio - o Iphan - utiliza para a preservação do Patrimônio”, frisou a representante do iphan-AC.

Coordenador do evento, Sérgio Roberto Gomes de Souza, que também é professor do curso de História na UFAC, analisou a necessidade de debater sobre o Patrimônio do Estado com os alunos e dialogar com os diferentes órgãos de Patrimônio a fim de promover novas ações que possam gerar e incentivar maior conhecimento a esse tema. “São diferentes conceitos de Patrimônio. Temos que pensar em parcerias, pensarmos na realização de simpósios, seminários conjuntos, debates sobre acervos, o que significa patrimônio. Nós vamos transformar isso em monumento ou vamos trabalhar o uso social do espaço? É algo que merece ser discutido inclusive com o Iphan”, enfatizou.

O aluno Antonio Sávio de Souza Fernando, do 8° período de História/Bacharelado, informou que a professora da UFAC e servidora da Fundação Elias Mansour, Ivandra Rampanelli, é uma das grandes incentivadoras para participação dos estudantes aos assuntos relacionados ao Patrimônio. “A professora Ivandra tem trabalhado com essa questão do Patrimônio do estado, com a questão da arqueologia e os geoglifos, então acabamos tendo contato maior com o Patrimônio, com o Iphan e com a Fem”, declarou.

Empolgada com conteúdo do minicurso, a estudante Rayra Torquato afirmou - após a aula sobre o Iphan - que o material apresentado pela mestranda atendeu as suas expectativas e, assim, pôde conhecer um pouco mais sobre o órgão que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

“Tinha uma expectativa referente ao curso porque o Patrimônio é um tema muito interessante. Conheci melhor o Iphan, o órgão no caso responsável pelo Patrimônio, e também discutimos um pouco essa questão de como tem que ser feito em relação ao patrimônio, como que tem de ser abordado dentro da sociedade para que possa realmente surtir efeito. Não é apenas ser tombado, tem que ser realizado um trabalho com a comunidade”, destacou a aluna do 2° semestre de História/Licenciatura.

Ao fim da apresentação do Iphan, a professora Ivandra levou os alunos para conhecerem o Museu de Paleontologia da UFAC, coordenado pelo professor Jonas Filho, que logo avisou aos participantes do minicurso. “Nós vamos encontrar aqui uma fauna predominantemente aquática e semiaquática, são fósseis de jacarés enormes, tartarugas gigantes, peixes, entre outros animais que são de água”. De acordo com Jonas Filho, o campo de paleontologia é extremamente aberto, com profissionais vindos de diferentes áreas. Ele explicou que há o curso para tornar-se paleontólogo a partir da pós-graduação.

Estudande do 8° período de História/Licenciatura, Marcos Siqueira, exaltou a importância de visitar um museu durante o minicurso. “Interessante porque temos esse arquivo todo. O minicurso está sendo bom porque estamos vendo a necessidade que temos de conhecer o nosso Patrimônio e de cuidar dele”, contou.

A Semana de História na Universidade Federal do Acre não tratou somente do Patrimônio. O coordenador do evento, Sérgio Roberto Gomes de Souza, apontou a multiplicidade de temas como principal aliado para envolver todos os alunos.

“Multiplicidade. É exatamente nós pensarmos a história como um campo de possibilidades. É exatamente nós imaginarmos que a história ela não tem uma temática. Tudo é história. Então a partir dessa perspectiva é que nós podemos ter debates sobre arqueologia, nós podemos ter debates sobre a questão étnica racial, nós podemos ter debate sobre a educação no ensino de história em uma perspectiva inclusiva, nós podemos ter nos debates sobre movimento heavy metal, fazendo a vinculação com a construção histórica desse movimento. Então a História é absolutamente ampla, ela é um campo de possibilidades, é um pouco da nossa concepção histórica”, concluiu.

 

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