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Paço Imperial (Rio de Janeiro, RJ)


Outros Nomes:Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos: prédio


Descrição:Em 1730, foi autorizada através de Ordem Régia a construção de uma casa destinada à morada do vice-rei, no Rio de Janeiro, por Gomes Freire de Andrada, Conde de Bobadela.. Projetado pelo Brigadeiro Engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim, foi inaugurado em 1743 como sede do governo das capitanias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Vinte anos depois, com a mudança da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, passa a abrigar a sede do poder civil colonial. Extensa edificação ocupando toda uma quadra, apresentava-se com dois pavimentos e ladeava a praça, contrapondo-se aos prédios de residência do Teles de Meneses, projetados pelo mesmo arquiteto. Internamente a edificação se desenvolve em torno de dois pátios. A arquitetura da edificação foi sendo alterada com o correr do tempo e com as mudanças de utilização. Para abrigar o Príncipe Regente e sua Corte, o Conde dos Arcos construiu acréscimos em terceiro piso. Nesta ocasião, foi o Palácio ligado por meio de um passadiço, ao antigo Convento dos Carmelitas, então residência da Rainha D. Maria. Durante o Segundo Reinado, construíram-se pesadas platibandas sobre as cimalhas, encobrindo-se os telhados. Por fim, em 1929 tendo sido sede do Departamento de Correios e Telégrafos, passou a edificação por novas alterações, quando foi completado o terceiro pavimento em todo o perímetro da edificação. Com a chegada do Príncipe-Regente, transformou-se em Paço Real e a partir da Independência, em Paço Imperial. Portanto, no século XIX teve seu apogeu como palácio de despachos e centro do poder, sendo palco de vários acontecimentos - ali foram aclamados um Rei (Dom João VI) e dois imperadores (Dom Pedro I e Dom Pedro II), deu-se o episódio do Fico e foi assinada a Lei Áurea. Ao longo do tempo, o prédio sofreu várias reformas e acréscimos. Em 1985 foi totalmente restaurado, recuperando a volumetria de 1810, quando passa a ser externamente o melhor documento dos aspectos da arquitetura portuguesa e brasileira anteriores à Missão Artística Francesa. Apresenta na fachada principal, de composição simétrica, corpo central elevado, onde se destaca a portada de pedra composta por colunas e porta e verga retas, gradeadas. A fachada da Rua Primeiro de Março apresenta, no térreo, três portas centrais de vergas retas entre duas de vergas retas em cada extremidade, todas com cimalha nas sobrevergas. Internamente, pouco conserva da edificação primitiva. Em torno dos pátios centrais podem-se observar ainda o pórtico, uma portada de lioz e a escada de cantaria.



Endereço: Praça Quinze de Novembro, 48, Centro - Rio de Janeiro - RJ

Livro Histórico
Inscrição:009 Data:6-4-1938
     
Livro de Belas Artes
Inscrição:023 Data:6-4-1938
     
 

Nº Processo:0159-T-38