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Porto de Manaus, AM: conjunto arquitetônico (Manaus, AM)



Descrição:Sua construção está relacionada a um dos períodos mais importantes para a região amazônica - o ciclo da borracha - pois, durante este tempo o local viveu grande prosperidade. Começando em 1850, com a elevação da Comarca do Alto Amazonas à Provincia do Amazonas, foi autorizada a navegação a vapor do rio Amazonas e seus afluentes. Em 1890, a "Metrópole da Borracha" adquirira todos os hábitos e costumes das "cidades modernas". A exploração, o beneficiamento e a exportação da borracha se regulamenta e Manaus passa a ser sede das grandes casas exportadoras. A cidade fica diretamente ligada ao mercado internacional e contribui economicamente com 38% das divisas do país. Esta situação resulta no edital, em 1899, para execução de obras de melhoramento do Porto, a fim de escoar a produção da borracha. O contrato foi fechado em1900 entre o Governo Federal e a firma B. Rymkierwiez & Cia, entretanto é transferido para a firma inglesa Manaos Harbour Limited, com as obras começando em 1902. O porto foi construído respeitando o fenômeno de "cheia" e "vazante" do rio Negro. O litoral e um antigo igarapé foram aterrados e foi levantado um muro de arrimo, construído à jusante, acompanhando o pequeno trecho, já existente, de meados do século passado. Além do cais de alvenaria, foi construído um cais sobre bóias de ferro cilíndricas, flutuando independente do nível do rio. A forma de pensar a arquitetura do início do século está bem representada no porto. O ferro aparece com soluções formais próprias - armazéns com chapas onduladas de vedação, o "road-way" sobre bóias flutuantes. Porém, quando se trata dos edifícios da Alfândega e da Administração temos a estrutura de ferro escondida sob vedações de alvenaria, com elementos alusivos a estilos passados. Os prédios da Alfândega e da Guardamoria representam uma transição entre o conjunto de armazéns e os edifícios da Manaos Harbour, por utilizarem o sistema de pré-moldagem. Três das edificações tombadas são anteriores aos empreendimentos da Manaos Harbour Ltd.: o antigo edifício do Tesouro Público (inscrições na fachada 1887-1890) de estilo neo-clássico; o trapiche 15 de novembro - o único em chapa prensada de fabricação belga (possivelmente trata-se do mesmo trapiche Princesa Isabel cuja construção foi iniciada em 1888 e rebatizado com o advento da República) e a bomba de incêndio, junto a este trapiche, que já é mencionada nos relatórios das obras públicas datado de 1869 a 1881. Os armazéns foram construídos de 1903 a 1910. Fazem parte do acervo as seguintes edificações: Escritório Central e fachada anexa, na rua Taqueirinha nº 125; Setor administrativo, na rua Governador Vitório nº 121; Setor de operações, antigo prédio do Tesouro, na rua Monteiro de Souza s/nº; Museu do Porto, na rua Vivaldo Lima nº 61; antiga Casa da Tração Elétrica, na rua Marquês de Santa Cruz s/nº; Armazéns nºs 3, 4, 5, 10, 15, 18 e 20; Road-Way e a bomba de incêndio.



Endereço: - Manaus - AM

Livro de Belas Artes
Inscrição:589 Data:14-10-1987
     
Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
Inscrição:100 Data:14-10-1987
     
 

Nº Processo:1192-T-86