História

Situado no centro da cidade do Rio de Janeiro, o Paço Imperial é um exemplo de monumento histórico que, em diferentes momentos, foi palco de importantes acontecimentos da história do Brasil. Em 1730, uma Ordem Régia autorizou a construção de uma casa destinada à morada do vice-rei, representante de Portugal no Rio de Janeiro, por Gomes Freire de Andrada, Conde de Bobadela. Anos depois, a edificação passou a ser utilizada como sede do governo das capitanias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Vinte anos depois, com a mudança da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, abrigou a sede do poder civil colonial. 

Em 1808, com a chegada do Príncipe-Regente, D. João, transformou-se em Paço Real e, para abrigar o Príncipe e sua Corte, o Conde dos Arcos construiu acréscimos em terceiro piso e o Palácio foi ligado, por meio de um passadiço, ao antigo Convento dos Carmelitas, então residência da Rainha D. Maria. A partir da Independência do Brasil (1822), transformou-se no em Paço Imperial. Durante o século XIX, teve seu apogeu como palácio de despachos e centro do poder, onde foram aclamados um rei (Dom João VI) e dois imperadores (Dom Pedro I e Dom Pedro II), deu-se o episódio do Dia do Fico e foi assinada a Lei Áurea. 

Ao longo do tempo, o prédio sofreu várias reformas e, a partir de 1889, com a Proclamação da República, no local instalou-se a sede dos Correios e Telégrafos. Em 1938, o Paço Imperial foi tombado pelo Iphan e inscrito nos livros do Tombo Histórico e Tombo de Belas Artes e reconhecido por ser, externamente, o melhor exemplo dos aspectos da arquitetura portuguesa e brasileira anteriores à chegada da Missão Artística Francesa, ao Brasil, em 1816. Após ser restaurado, tornou-se, em 1985, um centro cultural vinculado ao Iphan. 

 

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