13 de maio: Iphan e prefeitura de Maranguape promovem caminhada histórica

Foi em 1884, quatro anos antes da Lei Áurea, que o Ceará consagrou-se como primeira província brasileira a abolir a escravidão. Neste 13 de maio de 2017, como forma de refletir sobre esse e outros marcos históricos, a Prefeitura Municipal de Maranguape (CE), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Ceará (Iphan/CE), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e organizações da sociedade civil promovem um passeio guiado pelas ruas do município. 
 
A caminhada – com o tema “Ver e Viver o patrimônio” – terá participação dos arquitetos Romeu Duarte e Marcelo Silva, além de representantes do Iphan/CE e moradores, que apresentarão aos presentes aspectos históricos e culturais da cidade. O grupo parte do Palácio da Intendência, passando pela Estação Ferroviária em direção ao Solar do Sombra, para chegar ao  Terminal rodoviário, onde será realizada uma roda de conversa. Maranguape preservou muitos de seus prédios representativos da arquitetura dos séculos XIX e XX.
 
Serviço:
Caminha “Ver e Viver o Patrimônio”
Saída: Palácio da Intendência, Praça da Matriz, Maranguape, CE.
Data: 13 de maio, sábado, às15h

Solar do Sombra

Solar da família Sombra

A edificação de meados do Século XIX foi construída por Joaquim José de Sousa Sombra para sua residência, e está situada na Rua José Fernandes Vieira, no Centro Maranguape. Sombra era Presidente da Câmara Municipal e o Solar testemunhou as mais importantes discussões da política local do período, tal como o primeiro encontro do movimento abolicionista do Brasil. 
 
Aliás, foi no solar que se deu o encontro de Capistrano de Abreu – que se destacaria como o Príncipe dos Historiadores brasileiros – com o romancista José de Alencar. No princípio do Século XIX, a casa foi residência de Joaquim Correia Sombra, filho de Joaquim José. Nele, manteve uma farmácia, para onde acorriam os portadores de males e pestes tão frequentes até as primeiras décadas do Século XX. Desse prédio saiu a tropa que se envolveu no conflito conhecido como Cerco do Trapiá (1914). Hoje, o prédio encontra-se totalmente restaurado e abriga na área direita, seus herdeiros a Sra. Marizita Sombra e família e no seu lado esquerdo está instalada a agência da Caixa Econômica Federal.

Solar Bonifácio Câmara
Solar Bonifácio CâmaraPrédio edificado em meados do século XIX, por uma das famílias que denominavam o cenário social da vila, chegou a hospedar o bispo diocesano.

O solar acolher os descendentes da família Bonifácio Câmara até pouco mais de 30 anos e passou por dois proprietários sucessivos, antes de ser adquirido pelo Município. Está localizado à rua Major Agostinho 290 Centro Maranguape, e é protegido por tombamento municipal

O prédio foi totalmente restaurado para abrigar a cultura e a história de Maranguape, com a instalação em seus salões do Núcleo de Artes, Educação e Cultura (biblioteca, Galeria de Artes, Videoteca/Auditório, Cantina Cultural e outras atividades). Nele está instalada a Biblioteca Pública e Polo Capistrano de Abreu, referência no estado do Ceará como uma das bibliotecas com o melhor acervo atendendo diretamente 22 bibliotecas de municípios da Região Metropolitana e Maciço de Baturité, no acompanhamento de suas catalogações e atendimento ao usuário.

Solar da Família Correia 
Situado no canto sudoeste da Praça Francisco Colares, no Centro da Cidade, o Solar da Família Correia foi construído para abrigar os doentes da cólera e tuberculose em meados do século XIX e início do século XX, sendo a primeira unidade hospitalar e escolar (O Grupo Benjamim Barroso) do município, tendo em seguida servido de residência para a Família Correia. O primeiro pavimento está ocupado por pequenos comércios e no segundo pavimento está instalada uma pousada de propriedade dos atuais herdeiros, a família Lopes. Já foi sede da Fundação de Turismo Esporte e Cultura, sede da Guarda municipal do Patrimônio, sede do Arquivo Público de Maranguape. 

Palácio da Intendência 
Palácio da IntendênciaConstruído com recursos públicos de assistência aos atingidos pela seca de 1877-79, para abrigar a Câmara Municipal, passou depois a se chamar Intendência e hoje é prefeitura. O prédio mostra em suas formas as influências da arquitetura colonial. 
Esteve por muitos anos desocupado, em virtude da precariedade da coberta e estrutura, mas, após obras de restauração, voltou a receber a Prefeitura, que lá permaneceu até sua transferência para um dos três prédios do Centro Administrativo Virgílio Távora, construído com essa finalidade. No antigo prédio da intendência também esteve o Fórum, uma repartição da EMATERCE, o Instituto do Patrimônio Arquitetônico do Município – IPAM e hoje, totalmente restaurado com recursos federais, abriga a Farmácia Popular e o Centro de Apoio Psicossocial Infantil – CAPISI.
 
Casa de Cultura Capistrano de Abreu 
Casa Capistrano de AbreuConstruído na primeira metade do século XIX, foi a residência do décimo Prefeito de Maranguape, Dr. João Bezerra, em seguida abrigou a Escola Técnica de Contabilidade e a Escola Particular São José. O prédio foi restaurado em 2002 com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, através do Programa de Apoio as Reformas Sociais para o Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes – PROARES, na finalidade de funcionar como Núcleo de Arte, Educação e Cultura – NAEC, em parceria coma Prefeitura Municipal. Hoje funciona como a Casa de Cultura Capistrano de Abreu e a sede administrativa da Fundação Viva Maranguape de Turismo, Esporte e Cultura – FITEC, onde são realizados também vários cursos gratuitos destinados as crianças e adolescentes das escolas públicas do município.

 

 
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