Processo de patrimonialização é tema de dissertações defendidas no Mestrado

Carlos Eduardo Macagi, historiador, defendeu sua dissertação de mestrado intitulada “Laguna: entre memória local e discursos patrimoniais”, no dia 21 de agosto de 2019. A sessão pública aconteceu na sede do Mestrado do Iphan, localizada no Centro Lucio Costa: Escola do Patrimônio, no município do Rio de Janeiro (RJ). A banca examinadora foi formada pelo orientador, professor do mestrado, Luciano dos Santos Teixeira, pela professora Dra. Marcia Regina Romeiro Chuva, também do mestrado do Iphan e pelo professor Dr. Vladimir Fernando Stello, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). O trabalho do mestrando tomou por objeto o Centro Histórico de Laguna (SC) enquanto espaço representado a partir de seu processo de patrimonialização, a fim de problematizar as diferentes práticas discursivas comportadas sobre o mesmo conjunto urbano, seja entre discursos de patrimônio autorizado fomentados por diferentes instâncias protetoras do patrimônio, sob esfera federal, municipal e estadual, até os pedidos de cancelamento do tombamento. Por fim, esses discursos foram contrastados com as narrativas de usuários antigos do mesmo local, que presenciaram seu processo patrimonialização, por meio de entrevistas, as quais procuram investigar suas relações de memória, identidade e afetos com a área salvaguardada, o que entendem por patrimônio e que bens apontam como tal, assim como suas impressões sobre o tombamento do Centro Histórico.

Hércules da Silva Xavier Ferreira, filósofo, defendeu sua dissertação de mestrado intitulada “Onde a memória disputa: Filosofia, Patrimônio, (§8)”, no dia 23 de agosto de 2019. A sessão pública aconteceu na sede do Mestrado do Iphan, localizada no Centro Lucio Costa: Escola do Patrimônio, no município do Rio de Janeiro (RJ). A banca examinadora foi formada pela orientadora, professora do Mestrado, Juliana Sorgine, pela professora Dra. Claudia Leal, também do Mestrado do Iphan, pela professora Dra. Inês Anachoreta, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), pelo professor Nilton dos Anjos, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e pelo supervisor do aluno no Iphan, Luciano dos Santos Teixeira. O mestrando, que realizou suas práticas supervisionadas no projeto Dicionário Iphan do Patrimônio Cultural, na antiga Coordenação de Documentação e Pesquisa do órgão, apresentou em sua dissertação uma análise filosófica sobre o patrimônio como fenômeno cultural, na perspectiva de um mecanismo/dispositivo que o rege e o regula como processo de inclusão e exclusão, valendo-se, para tanto, da estrutura comunicológica de fundo interpretativo ou hermenêutico e fenomenológico, encontrada na obra do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser. Nesse sentido, o trabalho do mestrando buscou refletir sobre os sentidos escamoteados, invisibilizados, ignorados ou esquecidos nos processos de patrimonialização.

A versão final da dissertação ficará disponível no prazo de 90 (noventa) dias. Para conhecer a produção do corpo discente CLIQUE AQUI.

Defesa de Dissertação de Mestrado do aluno Carlos Eduardo Macagi e Hércules Xavier

  • Defesa Dissertação do aluno Carlos Macagi
    Márcia Regina Romeiro Chuva, Luciano dos Santos Teixeira, Carlos Eduardo Macagi e Vladimir Fernando Stello
  • Defesa de Dissertação de Hércules da Silva Xavier Ferreira
    Defesa de Dissertação de Hércules da Silva Xavier Ferreira
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