Peças sacras são furtadas de igreja do século XVIII, em Olinda (PE)

Imagem de São Miguel furtada da Igreja do Bonfim em Olinda (PE)Imagem de Vicente Ferrer furtada da Igreja do Bonfim em Olinda (PE)

Duas imagens de santos foram furtadas da Igreja do Bonfim, no Carmo, Sítio Histórico de Olinda (PE). A falta das peças foi notada pela administração do templo nesta terça-feira, dia 12 de fevereiro. 

As imagens roubadas ficavam no altar principal do templo e outra estava na sacristia. Elas foram identificadas como sendo de São Vicente Férrer e de São Gonçalo do Amarante. As estátuas são feitas de madeira e, no chão da igreja, foi encontrada a mão de uma delas.

Construído em 1707, o templo religioso foi reinaugurado em outubro de 2018, após seis anos fechado por causa de problemas estruturais. A igreja estava fechada e a missa de reabertura está marcada para o sábado, dia 16. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF), através da Delegacia de Combate aos Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico.

Imagens foram furtadas da Igreja do Bonfim, em Olinda (PE)

Compra segura de objetos de arte e antiguidade
Negociantes e público em geral devem estar atentos à procedência das peças que pretendem adquirir. Sem cuidados adequados adquirem-se inadvertidamente peças furtadas ou roubadas, especialmente de arte religiosa. Para contribuir no combate a esse mercado ilegal existem ações preventivas simples, como a checagem da procedência e, em caso de dúvidas ou alguma suspeita, consulta ao Iphan, ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e suas bases de dados disponíveis em seus sites – o Banco de Bens Procurados/BCP (http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1020) e o Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos/CBMD (http://sca.ibram.gov.br/cbd_publico/).

Esses cuidados podem evitar o envolvimento do comprador ou negociante em crime de receptação do Patrimônio Cultural Brasileiro roubado, furtado ou obtido por tráfico internacional de obras de artes – conduta descrita nos artigos 155 do Código Penal e 180 do Decreto-Lei Nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (trata da receptação de bem furtado), e no Art. 62, da Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (versa sobre destruição e/ou deterioração de bens culturais).

CNART

Todos os negociantes de obras de arte e antiguidades, inclusive leiloeiros, devem se cadastrar no Cadastro Nacional de Negociantes de Antiguidades e Obras de Arte (CNART). O Cadastro protege o negociante de ser envolvido inadvertidamente em crimes de receptação de bem furtado e de lavagem de dinheiro por meio de obras de arte.

Mais informações
Cadastro Nacional de Negociantes de Antiguidades e Obras de Arte
cnart@iphan.gov.br

 

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