Patrimônio da Imigração - ES

A partir do século XIX, o Espírito Santo recebeu levas de imigrantes, especialmente italianos e pomeranos, que se estabeleceram em pequenas propriedades rurais de colônias fundadas no interior do Estado. Esta colonização deu origem a um painel cultural diversificado com uma arquitetura que alia tradições europeias e soluções locais. O Iphan - Espírito Santo está realizando o Inventário do Patrimônio da Imigração, como ocorre em todos os estados brasileiros nos quais a chegada de estrangeiros gerou novas formas de manifestação cultural, ocupação de terras e produção arquitetônica. Os dados obtidos com o inventário orientam as ações desenvolvidas pelo Projeto Roteiros Nacionais de Imigração, criado para preservar e valorizar a herança cultural dos imigrantes no Brasil.

O legado dos descendentes de africanos está presente no Estado, inclusive com remanescentes de quilombos, como a comunidade do Sapê do Norte, situada entre os povoados de Santana e Linharinho, no município de Conceição da Barra. Os imigrantes europeus, que chegaram à região após a Abolição da Escravatura, marcaram a formação capixaba com o primeiro núcleo de colonização italiana no Estado, que é Santa Teresa, onde o biólogo, ecologista e naturista descendente de italianos, Augusto Ruschi realizou pesquisa, reconhecida internacionalmente sobre o colibri, pássaro símbolo do Estado. 
 

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