O Iphan em Goiás

As atividades do Iphan, em Goiás, iniciaram-se em 1960 com a 14ª Coordenação Regional, sediada em Brasília e, até 2009 - quando foi transformada na 14ª Superintendência Regional - passou por várias modificações de caráter administrativo. Assim, em 1977, a representação em Goiás foi oficializada como a 7ª Diretoria Regional e, três anos depois, como a 8ª Diretoria Regional.

Em 1990, transformou-se na 14ª Coordenação Regional e, em 2009, foi denominada 14ª Superintendência Regional. Essas transformações ocorreram não só em sintonia com as reorganizações político-administrativas do próprio Iphan, mas também combinadas com a necessidade da gestão efetiva do patrimônio do Estado de Goiás, que detém cinco cidades históricas (conjuntos urbanos tombados) e 43 bens tombados individualmente pelo Iphan.

Além da Superintendência, o Instituto mantém, no Estado, os escritórios técnicos das cidades de Goiás e Pirenópolis, que são Casas do Patrimônio. Estes espaços são estratégicos para a interlocução com as comunidades e articulação institucional, além de promoverem as ações relativas à Educação Patrimonial, e eventos culturais, como o ciclo de debates Café com Prosa, lançamentos de livros, festivais de cinema e exposições artísticas.

Entre as ações de destaque dos últimos anos, está a obra de restauro da Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis, com a  reabilitação integral do antigo edifício. No local, está o Museu da Imprensa e Estado de Goiás, com uma sala de exposição permanente e outras temporárias, além de infraestrutura para visitantes. Ainda em Pirenópolis, foi realizada  a reconstituição da antiga ponte pênsil sobre o rio das Almas, que é um marco simbólico da fundação da cidade, em 1727. Outro importante trabalho foi a restauração da sede e da capela da Fazenda Babilônia - casarão em estilo colonial e com muros de pedras, construídos pelos escravos.

O Iphan supervisionou, também, a restauração do Casarão da Cultura de Corumbá de Goiás, prédio que abrigou diversas atividades públicas, entre elas a Biblioteca Pública e a Câmara de Vereadores. No local, ainda existe um memorial que reverencia personalidades corumbaenses, como o poeta Bernardo Élis e o escritor José J. Veiga. Foi feita, ainda, a obra emergencial de restauração e conservação do Convento da Ordem Dominicana.

Em Pilar de Goiás, destaca-se a restauração da Igreja de Nossa Senhora das Mercês. Em Goiânia, a parceria da Superintendência com a Prefeitura Municipal possibilitou o restauro de dois bens tombados, ambos datados da década de 1940: o trampolim e a mureta do Lago das Rosas, além da recuperação de todo o restante da área Parque Lago das Rosas, o mais antigo de Goiânia, que possui elementos representativos do estilo art déco.

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