Bens Tombados Isoladamente no Rio Grande do Sul

Lista de Bens Materiais Tombados e Processos em Andamento (1938 a 2018), que reúne informações sobre todo o Brasil, inclui os bens tombados pelo Iphan, no Rio Grande do Sul. Entre aqueles que compõem o Patrimônio Cultural Brasileiro protegido, no Estado, estão edificações e bens individuais, como os listados a seguir:

Casa Natal de Bento Gonçalves (Triunfo) - A Casa Natal de Bento Gonçalves, localizada no município de Triunfo, data da segunda metade do século XVIII. Construída pelo avô de Bento Gonçalves, fundador da Sesmaria de Piedade, nome inicial da cidade, está localizada às margens do rio Jacuí. É uma pequena casa térrea, tipicamente luso-brasileira. Atualmente, a edificação abriga o Museu Farroupilha ou Museu Municipal Bento Gonçalves.

Casa Schmitt Presser (Novo Hamburgo) - Edificação representativa da cultura de imigração alemã no Estado, construída em enxaimel, no bairro de Hamburgo Velho. A construção da casa remonta à primeira metade do século XIX. Acrescida de um porão em alvenaria de pedra, durante o rebaixamento da rua frontal. Sua importância reside no elaborado sistema construtivo e também na sua história como ponto de referência do desenvolvimento socioeconômico e  cultural do Vale do Rio dos Sinos, pois abrigava uma das mais importantes “vendas” (armazéns) da região, no período colonial. 

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Viamão) - A região conhecida originalmente como Campos de Viamão foi um dos primeiros núcleos do povoamento do Rio Grande, no Sul do Brasil. Teve sua ocupação iniciada, em 1732, com doação de sesmaria a Manoel Gonçalves Ribeiro. Posteriormente, a vinda de casais açorianos à região consolidou a posse portuguesa das terras. A construção da capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição é do início dessa ocupação. Viamão foi capital da Província entre 1763 e 1773.  A construção de sua Igreja Matriz foi iniciada em 1747, segundo o projeto do arquiteto José Custódio de Sá e Faria.  Essa Igreja,  incluindo todo o seu acervo, foi inscrita pelo Iphan no Livro de Belas Artes, em 1938. Possui grande importância arquitetônica, histórica e artística. 

Ponte do Imperador (Ivoti) - Localizada sobre o rio Feitoria, teve sua construção iniciada em 1855. Recebeu o nome de Ponte do Imperador em homenagem ao imperador Dom Pedro II, que governava o Brasil à época de sua construção. Construída em cantaria de pedra grês, possui 88 metros de comprimento, 14 metros de altura e 14,20 metros de largura, com 3 arcos plenos para a passagem de água e de saídas laterais com rampas de acesso às residências. Substituiu uma antiga ponte de madeira e destacou-se como uma obra notável para a época, em função de suas grandes dimensões. Ligava a região das colônias e a capital da província, por onde passava toda produção dos imigrantes a caminho do mercado consumidor, em Porto Alegre. É considerada importante referencial para historia econômica do Estado. 

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