Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas (RS)

Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas (Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo, Turuçu)

As Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas (Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo, Turuçu) foram inscritas pelo Iphan, no Livro de Registro dos Saberes, em maio de 2018, após a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília (DF). Pela primeira vez, os conselheiros analisaram, a um só tempo, os dois instrumentos de proteção - tombamento e registro – que abrangem os aspectos arquitetônicos e artísticos associados ao modo de fazer os doces nessa região.

A integração entre o material e o imaterial é imprescindível para a compreensão da dimensão das tradições, memórias e identidade da nação brasileira. Todos esses aspectos são fruto de uma rica diversidade étnica, cultural e religiosa, que interage e se integra perfeitamente no patrimônio cultural material e nas manifestações culturais imateriais. Pelotas encontra-se no epicentro de uma região doceira que abarca uma multiplicidade de saberes e identidades sob a forma de duas tradições: a de doces finos e a de doces coloniais. Os doces desempenham um papel peculiar na composição da sociedade regional, sendo um elemento cultural que amarra a diversidade de grupos étnicos e sociais que a compõe. 

A Região Doceira abrange o atual município de Pelotas - território que corresponde à região onde se formou o núcleo charqueador - e outros quatro municípios (Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo e Turuçu) que também formavam a Antiga Pelotas. Esse recorte territorial não limita, somente a essas localidades, a produção e reprodução cultural das tradições de doces dessa região, e corresponde ao sítio identificado no Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) como área de concentração de grande parte das famílias doceiras e das áreas que integram a trajetória de doceiras e doceiros que participaram do inventário. 

Para a maioria das doceiras e doceiros, esse ofício é a continuidade das trajetórias de suas famílias, principalmente no meio rural, entre os produtores de doces de frutas, que se encontram profundamente ligados à região colonial - um espaço de vivências, trabalho e afetos. Assim, o registro das Tradições Doceiras de Pelotas e Antiga Pelotas contemplam o espaço de ocorrência e os sentidos que a elas são atribuídos, por grupos detentores, e se justifica tendo em vista seu valor identitário e a relação demonstrada entre o saber doceiro e o território referido.

Documentos

Parecer do DPI
Parecer do Conselho Consultivo
Certidão
Titulação das Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas 

Leia mais

Origem dos Doces Finos e Doces Coloniais de Pelotas
Os Doces e o Charque de Pelotas
Dossiê das Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas 
Vídeo do Registro 
Banco de Dados dos Bens Culturais Registrados
Contato

Doces de Pelotas (RS)

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    Doce de Pelotas
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    Doce de Pelotas
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    Olhos de Sogra nas bases
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    Mistura de Ingredientes
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    Doces de Coloniais de Pelotas
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    Cozimento de pêssegos para feitura das passas, em Morro Redondo (RS)
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    Tabuleiro de passas de pêssego secando ao sol, conforme técnica tradicional, em Morro Redondo (RS)
  • RS_Pelotas_Doces_3
    Ricardo Crochemore, na fábrica de mesmo nome, na Colônia Francesa, Morro Redondo (RS)
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