Maracatu Nação

Os batuqueiros fornecem a base rítmica para a composição do séquito real, com o Rei, a Rainha, o porta estandarte, as baianas, os arreamás e as calungas, entre outros

O Maracatu Nação foi inscrito, pelo Iphan, no Livro de Registro das Formas de Expressão, em dezembro de 2014. Com a grande maioria dos grupos concentrada nas comunidades de bairros periféricos da Região Metropolitana de Recife, também é conhecido como Maracatu de Baque Virado. Essa forma de expressão cultural apresenta um conjunto musical percussivo a um cortejo real, evocando as coroações de reis e rainhas do antigo Congo africano. Os grupos apresentam um espetáculo repleto de simbologias e marcado pela riqueza estética e pela musicalidade, assim podem ser traduzidas as apresentações de grupos de maracatu, em Pernambuco. O momento de maior destaque consiste na saída às ruas para desfiles e apresentações no período carnavalesco.

Para o Iphan, o valor patrimonial do Maracatu Nação reside sua capacidade de comunicar elementos da cultura brasileira e carregar elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da população afrobrasileira. Entendido como uma forma de expressão que congrega relações comunitárias, o Maracatu Nação permite o compartilhamento de práticas, memórias e fortes vínculos com o sagrado, evidenciadas por meio da relação desses grupos com os xangôs (denominação da religião dos orixás em Pernambuco) e a Jurema Sagrada (denominação da religião de características afro-ameríndias que cultua mestres e mestras, caboclos, entre outras entidades) e ainda pode remontar às antigas coroações de reis e rainhas congo. 

 

Documentos

Parecer do DPI
Parecer do Conselho Consultivo
Certidão
Titulação do Maracatu Nação

Leia mais   
 
Reis e rainhas do Maracatu Nação
Tradições e Traduções na Cultura Popular em Pernambuco
Dossiê do Maracatu Nação
Vídeo do Registro
Banco de Dados dos Bens Culturais Registrados
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