Ofício das Paneleiras de Goiabeiras

As tradicionais panelas de barro de Goiabeiras, em Vitória, confeccionadas pelas mulheres da comunidade

O saber envolvido na fabricação artesanal de panelas de barro foi o primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial no Livro de Registro dos Saberes, em 2002. O processo de produção no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória, no Espírito Santo, emprega técnicas tradicionais e matérias-primas provenientes do meio natural. A atividade, eminentemente feminina, é tradicionalmente repassada pelas artesãs paneleiras,  às suas filhas, netas, sobrinhas e vizinhas, no convívio doméstico e comunitário. 

Apesar da urbanização e do adensamento populacional que envolveu o bairro de goiabeiras, fazer panelas de barro continua sendo um ofício familiar, doméstico e profundamente enraizado no cotidiano e no modo de ser da comunidade de Goiabeiras Velha. É o meio de vida de mais de 120 famílias nucleares, muitas das quais aparentadas entre si. Envolve um número crescente de executantes, atraídos pela demanda do produto, promovido pela indústria turística como elemento essencial do “prato típico capixaba”.

As panelas continuam sendo modeladas manualmente, com argila sempre da mesma procedência e com o auxílio de ferramentas rudimentares. Depois de secas ao sol, são polidas, queimadas a céu aberto e impermeabilizadas com tintura de tanino, quando ainda quentes. Sua simetria, a qualidade de seu acabamento e sua eficiência como artefato devem-se às peculiaridades do barro utilizado e ao conhecimento técnico e habilidade das paneleiras, praticantes desse saber há várias gerações. A técnica cerâmica utilizada é reconhecida por estudos arqueológicos como legado cultural Tupi-guarani e Una2, com maior número de elementos identificados com os desse último. O saber foi apropriado dos índios por colonos e descendentes de escravos africanos que vieram a ocupar a margem do manguezal, território historicamente identificado como um local onde se produziam panelas de barro.

 

Documentos

Parecer do DPI
Parecer do Conselho Consultivo
Certidão
Titulação do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
Registro do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
Apoio ao Bem Registrado

Leia mais

Panelas de barro e moqueca capixaba
Dossiê do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
Vídeo do Registro
Banco de Dados dos Bens Culturais Registrados 
Contato

 

Ofício das Paneleiras de Goiabeiras

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    A técnica em cerâmica utilizada é reconhecida por estudos arqueológicos como legado cultural Tupi-guarani e Una
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    O saber envolvido na fabricação artesanal de panelas de barro foi o primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial em 2002
  • ES_IMAT_Paneleiras_de_Goiabeiras
    O processo de produção no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória (ES), emprega técnicas tradicionais e matérias-primas provenientes do meio natural
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    A atividade, eminentemente feminina, é tradicionalmente repassada pelas artesãs paneleiras, às suas filhas, netas, sobrinhas e vizinhas, no convívio doméstico e comunitário
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    Apesar da urbanização e do adensamento populacional que envolveu o bairro de Goiabeiras, fazer panelas de barro continua sendo um ofício familiar, doméstico
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    O saber foi apropriado dos índios por colonos e descendentes de escravos africanos que vieram a ocupar a margem do manguezal
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    É empregado técnicas tradicionais e matérias-primas provenientes do meio natural
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    A atividade, eminentemente feminina, é tradicionalmente repassada pelas artesãs paneleiras, às suas filhas, netas, sobrinhas e vizinhas, no convívio doméstico e comunitário
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    O processo de produção é no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória, no Espírito Santo
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    As panelas continuam sendo modeladas manualmente, com argila sempre da mesma procedência e com o auxílio de ferramentas rudimentares
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    As tradicionais panelas usadas no preparo da conhecida moqueca capixaba passam por um processo de impermeabilização à base de tintura de tanino
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    Depois de secas ao sol, são polidas, queimadas a céu aberto e impermeabilizadas com tintura de tanino, quando ainda quentes
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    O saber envolvido na fabricação artesanal de panelas de barro foi o primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial no Livro de Registro dos Saberes, em 2002
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    As panelas são modeladas manualmente, com argila sempre da mesma procedência e com o auxílio de ferramentas rudimentares.
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    Sua simetria, a qualidade de seu acabamento e sua eficiência como artefato devem-se às peculiaridades do barro utilizado e ao conhecimento técnico e habilidade das paneleiras
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    Depois de secas ao sol, as panelas são polidas, queimadas a céu aberto e impermeabilizadas com tintura de tanino.
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    Paneleira executando a última etapa de produção da panela, antes de ir à fogueira e ao açoite, O “alisamento, 2014. Iphan/Evandro Rosa.
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    Paneleira executando a etapa de modelagem da Panela de barro. Denominada por elas de “levantar” a panela, 2014. Iphan/Evandro Rosa.
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    Fogueira feita na área externa do galpão em Goiabeiras, para queima das panelas, 2015. Iphan/Luciane Freitas.
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    Paneleira açoitando a panela de barro com a tintura do tanino, 2015. Iphan/Simone Pires.
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    Extração da argila no Barreiro do Vale do Mulembá, 2014. Iphan/Evandro Rosa.
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