Patrimônio Cultural e turismo nas Superintendências do Iphan

Experiências de diversos países no campo do Patrimônio Cultural e do turismo foram analisadas e debatidas durante os três dias do Seminário Internacional Patrimônio + Turismo. Gestores públicos, pesquisadores e prefeitos de todo o Brasil agora vão procurar modelos de gestão que possam desenvolver e potencializar projetos nos quais o turismo seja vetor de desenvolvimento e de preservação do Patrimônio Cultural. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atua nas cinco regiões do Brasil, tendo as Superintendências como responsáveis por mediar a relação entre diversos atores sociais – instituições públicas, organizações do terceiro setor, empresariado e a população em geral.

O ordenamento da atividade turística a partir de critérios de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural é uma das preocupações dos superintendentes do Iphan. Em diversos estados, o objetivo agora é firmar um formato de desenvolvimento socioeconômico que coloca como prioridade as comunidades locais e a sustentabilidade de bens patrimoniais.

Marcos Zimmermann, superintendente do Iphan no Tocantins (TO)

No Tocantins, a gente vem trabalhando a relação entre Patrimônio Cultural e turismo há pelos menos um ano e meio. A gente percebeu a importância do turismo em duas cidades: Porto Nacional e Natividade. São cidades que têm um conjunto histórico tombado – importante, antigo e bem preservado. E o turismo tem sido bem intenso. Então, junto com as associações e secretarias de culturas, o Iphan tentou se aproximar para preservar o Patrimônio Cultural. Mesmo porque esse turismo pode ser benéfico para o município, mas também pode prejudicar o patrimônio, se as pessoas quiserem interferir sem o conhecimento necessário. Nosso papel é estar ali apoiando, incentivando, mas também protegendo e preservando o Patrimônio Cultural.

Bruno Tavares, superintendente do Iphan na Bahia (BA)

Na Bahia, a gente busca enxergar sempre a utilização do Patrimônio Cultural com o viés do desenvolvimento econômico. As últimas intervenções realizadas pelo Iphan na Bahia, em regra, levam em conta a sustentabilidade e o uso desses bens. E a gente tem construído equipamentos associados buscando sempre o uso da comunidade, não só do local, mas dos turistas, viabilizando visitação, criando espaços alternativos. E, a partir disso, tem sido possível elaborar roteiros em conjunto com municípios e governo do Estado, o que é muito importante porque garante a sustentabilidade desses monumentos que recebem esses recursos. O turismo então se associa diretamente ao Patrimônio Cultural, em especial da Bahia, que tem essa vocação. Os atrativos de Salvador e de seu Centro Histórico reúnem milhares de visitantes o ano todo. É um dos principais destinos turísticos do Brasil. E, por isso, o investimento no turismo cultural é uma alternativa para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Elisa Machado Taveira, superintendente do Iphan no Espírito Santo (ES)

A relação entre Patrimônio Cultural e turismo é extremamente tênue, o que demanda da gente um contato, um cuidado muito grande. A gente acabou de ver o caso de Portugal, de como isso pode ser benéfico para o lugar, mas com muito cuidado. No Espírito Santo, a gente está desenvolvendo um projeto, ainda em andamento, na igreja de N. S. da Assunção, em Anchieta (ES), que é o Santuário Nacional de São José de Anchieta. Depois que ele foi canonizado pela Igreja Católica, ganhou uma dimensão muito maior. E a gente está fazendo uma obra de restauração no local, mas também remodelando o que antes era um museu, já trazendo esse conceito de centro de interpretação. Assim, estabelecer essa relação do Patrimônio Cultural, passando essa informação e se relacionando com a comunidade – a local, principalmente, e os visitantes que vão até o estado.

Maria Clara Scardini, superintendente do Iphan no Mato Grosso do Sul (MS)

O Iphan tem abordado muito profundamente o uso do Patrimônio Cultural e o turismo como indutor do desenvolvimento econômico. Em nosso estado [Mato Grosso do Sul], essa visão se alia completamente. Esse é o caminho. E mais especificamente em Campo Grande, onde temos um Complexo Ferroviário tombado, com grande potencial para agregar um uso pensado, alinhado ao turismo. Um complexo que tem projeto para museu e até um centro de interpretação. Temos espaços para esse tipo de uso, contemplando patrimônio e turismo. Outra cidade é Corumbá, que além da própria cidade ser belíssima, com casario do porto tombado, além do patrimônio imaterial, como o Modo de Fazer Viola de Coxo. Então, temos de agregar todos esses valores em nosso estado.

Liliane Janine Nizzola, superintendente do Iphan em Santa Catarina (SC)

A região Sul é extremamente turística, com rico Patrimônio Cultural, uma região predominantemente de imigração, tendo uma diversidade muito grande, ligada com um turismo muito intenso. Temos vários exemplos como Pomerode, que é uma região de imigração alemã, que já utiliza o Patrimônio Cultural ao lado do turismo como forma de valorizar as raízes do povo. Florianópolis é outro exemplo, com belezas naturais incríveis, como a Ilha do Campeche, que é tombada pelo Iphan e tem uma visitação inacreditável no verão. Uma beleza ímpar! Já há essa relação, mas precisamos potencializar e fazer com que esse turismo não destrua, não depedre, seja uma turismo qualificado.

 

 

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