Turismo de base comunitária e patrimônio modernista são princípios da Carta de Porto Alegre (RS)

O desenvolvimento de modelos turísticos sustentáveis, a valorização da arquitetura modernista de Brasília e o turismo de base comunitária estão entre as 18 resoluções da Carta de Porto Alegre (RS), publicada ao final do Seminário Internacional Patrimônio + Turismo. Assinado por prefeitos, dirigentes, técnicos, gestores e entidades da sociedade civil, o documento foi concebido durante o 6º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial, que fez parte da programação do seminário. A carta reúne um conjunto de diretrizes que devem nortear políticas públicas no campo do turismo e do Patrimônio Cultural no Brasil.  

Um dos pontos defendidos pelos signatários do documento é a “necessidade de planejamento do turismo sustentável de forma a potencializar a oportunidade econômica do turismo cultural e minimizar os riscos e ameaças dessa prática”, como define a carta, que visa “à salvaguarda do patrimônio para usufruto das atuais e futuras gerações”. Em todos os princípios, figura a necessidade de articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

O turismo de base comunitária – modalidade a partir da qual as atividades turísticas são protagonizadas pelas próprias comunidades – está entre os eixos defendidos. O documento ressalta a necessidade de fomento da atividade como “ação de promoção da cidadania e da salvaguarda dos saberes e conhecimentos”.

E, para garantir a viabilidade econômica do turismo cultural no Brasil, os signatários demandam a priorização de linhas de fomento e financiamento voltadas para as cidades patrimônio mundial e cidades detentoras de patrimônio da humanidade. Além disso, a Carta de Porto Alegre pede o estabelecimento dos chamados Centros de Interpretação voltados para o patrimônio mundial – instituições que reúnem práticas museológicas direcionadas tanto para a comunidade local quanto para visitantes.

Por fim, o documento assinado por prefeitos e gestores de vários estados demanda a promoção e a valorização de Brasília (DF) como “unânime símbolo da arquitetura moderna no mundo”. Voltando-se à capital federal, a carta se posiciona no âmbito do aniversário da cidade, que, em 2020, completará 60 anos de fundação.

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