Patrimônio Material - PB

Uma das cidades mais antigas do Brasil e capital da Paraíba, João Pessoa teve o centro histórico tombado pelo Iphan, em 2009. O tombamento abrange 502 edificações, a maior parte dos bairros do Varadouro, na Cidade Baixa e Cidade Alta, em uma área de 370 mil m², em 25 ruas e seis praças, bem como o antigo Porto do Capim. Na área demarcada, o traçado urbano ainda se mantém original. Fundada depois do Rio de Janeiro e Salvador, a cidade de João Pessoa é marcada pela integração com o meio ambiente, onde se revela a alternância entre manguezais e coqueirais, com vegetação de Mata Atlântica.

A cidade foi fundada em 1585, às margens do rio Sanhauá, no antigo Porto Capim, estuário de condições estratégicas para a defesa territorial. Assim como os demais territórios do Norte e Nordeste brasileiro, a Paraíba foi palco de disputa entre portugueses, franceses e holandeses. Até 1930, chamou-se Paraíba do Norte, quando passou à denominação de João Pessoa em homenagem ao Presidente do Estado, assassinado em Recife, durante campanha política. Essa morte foi uma das causas imediatas da Revolução Constitucionalista de 1930.

As edificações protegidas são representativas dos vários períodos da história de João Pessoa: o barroco da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, o rococó da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o estilo maneirista da Igreja da Misericórdia, a arquitetura colonial e eclética do casario civil, e o art nouveau e o art déco das décadas de 1920 e 1930, predominantes na Praça Anthenor Navarro e no Hotel Globo. A cidade se desenvolveu a partir de dois núcleos principais: o Varadouro e a Cidade Alta, ligados pela Ladeira de São Francisco. 

Areia está localizada no alto da Serra da Borborema, e tombada pelo Iphan em 2005, Areia teve origem no final do século XVII. Pedro Bruxaxá, um desbravador português, construiu um curral e uma hospedaria conhecida como "Pouso do Bruxaxá". A região foi por muitos anos denominados "Sertão de Bruxaxá" e serviu de entreposto para boiadeiros e tropeiros que transportavam gado e mercadorias entre o sertão e o litoral. Mas, devido ao riacho que possuía bancos de areia muito brancas, o povoado passou a ser chamado de Brejo d'Areia, tornando-se cidade em 1846.

Com a produção da cana de açúcar na região do Brejo, durante o século XIX, a cidade que já se destacava no século XVIII com o plantio do algodão, tornou-se o maior município da região. Até o início do século XX liderou o desenvolvimento da Paraíba, construindo o primeiro teatro e a primeira universidade do Estado. Em Areia está o Ponto de Cultura Viva o Museu, proposto pela Associação dos Amigos de Areia e instalado no Solar José Rufino, edificação colonial localizada no coração do centro histórico onde são realizadas oficinas de catalogação e informatização dos acervos, entre outras ações culturais e educativas.

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