O Iphan em Pernambuco

A atuação do Iphan em Pernambuco data de 1937, com a criação do 1º Distrito do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan). Até 1980, a gestão do patrimônio abrangia não só Pernambuco, mas também os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. Desde 2009, a Superintendência do Iphan em Pernambuco está instalada no Palácio da Soledade, devido a uma parceria entre o Instituto e a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), proprietária do prédio. 

Esse imóvel, tombado pelo Iphan em 1938, serviu como residência para os bispos de Olinda em meados do século XVIII. Até 2006, o tradicional Colégio Nóbrega funcionava no local.  O Iphan - Pernambuco está estruturado nos moldes do Projeto Casa do Patrimônio, um projeto pedagógico, de estruturação das sedes e dos escritórios técnicos do Iphan, para atuar como polo de difusão cultural local, preparados para qualificar e atender estudantes, professores, turistas e a população local. 

Entre os mais relevantes trabalhos realizados pela Superintendência, destaca-se o Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados (INBMI) que reuniu informações sobre milhares de peças sacras de 22 monumentos religiosos tombados em Recife, Igarassu e Olinda. Os inventários estão ações de proteção patrimonial e são muito importantes para a proteção das peças de arte sacra – tecnicamente chamadas de bens móveis e integrados. Esse tipo de peça, devido às suas pequenas dimensões e à fragilidade dos seus suportes, é constantemente ameaçada pelo tráfico ilícito de obras de arte e pela deterioração imposta pelo tempo.

Terra do Frevo, manifestação cultural que é Patrimônio Imaterial da Humanidade desde 2012, no século XVII Pernambuco viveu 26 anos sob o domínio holandês. É o quarto Estado em número de bens tombados pelo Iphan, distribuídos em 15 cidades. O patrimônio ferroviário inclui a segunda linha férrea mais antiga do Brasil, com 158 estações ferroviárias e 800 imóveis inventariados, contendo mais de três mil bens móveis e integrados. O patrimônio azulejar deixado pelos portugueses é um dos mais ricos e antigos do Brasil, com exemplares que remontam ao início do século XVII. O conjunto de bens religiosos representa 50% dos bens tombados em Pernambuco, e as fortalezas formam outro conjunto importante.

Nas páginas 47 a 53, da Lista de Bens Materiais Tombados e Processos em Andamento (1938 a 2015) que reúne informações sobre todo o Brasil, estão os bens tombados pelo Iphan, no Estado de Pernambuco. 

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