Patrimônio Material - PE

Recife, Olinda e Igarassu são cidades pernambucanas que reúnem edificações, monumentos e espaços públicos protegidos e considerados alguns dos mais importantes bens materiais do patrimônio cultural do Nordeste. A partir do período do Brasil Colônia, Recife e Olinda se destacaram pela riqueza acumulada com as vantagens oferecidas pela localização geográfica e a exportação de inúmeros produtos para a Europa. Esta riqueza despertou o interesse dos holandeses que invadiram e ocuparam a cidade durante 24 anos. Olinda, bem próxima, também sofreu com a invasão dos holandeses. 

Igarassu é reconhecida como é um dos mais importantes núcleos de ocupação portuguesa do litoral nordestino, e o passado do município é marcado pela sua participação em lutas libertárias, como a Revolução Praieira. Atualmente, na cidade funciona o Museu Pinacoteca que guarda um dos acervos mais representativos sobre a fase colonial brasileira. Outro patrimônio tombado é o arquipélago Fernando de Noronha por sua importância histórica e natural: entre as ilhas do Atlântico Sul tropical, é a que abriga as maiores colônias reprodutivas de aves marinhas e espécies da fauna aquática.

Recife - O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Recife foi tombado em 1998, abrangendo uma área de inúmeras ruas e avenidas, com edificações como igrejas, palácios, fortalezas, conventos, prédios, conjuntos urbanos e várias outras obras que testemunham as diferentes fases e aspectos da capital pernambucana. Uma das mais antigas cidades do Brasil, Recife surgiu em 1537, e se desenvolveu-se no encontro dos rios Capeberibe e Beberibe com o mar. Da povoação surgiu um ponto comercial importante durante o ciclo da cana de açúcar. A riqueza e a localização estratégica despertaram o interesse dos holandeses que invadiram e ocuparam a cidade em 1630 e foram expulsos 24 anos depois. Durante o domínio holandês denominou-se Maritzstad (Mauricéia), em homenagem a Maurício de Nassau, o governador do território conquistado. O Forte de São João Batista do Brum e a Fortaleza de São Tiago das Cinco Pontas são exemplos do patrimônio arquitetônico do período holandês.

Olinda - Tombada pelo Iphan, é considerada cidade histórica desde 1968, é uma das mais antigas cidade do Brasil e segundo bem nacional declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, após Ouro Preto. Vizinho a Recife, capital de Pernambuco, o centro histórico de Olinda abrange uma área de 1,2 km2 e 1.500 imóveis, com diferentes estilos arquitetônicos: edifícios coloniais do século XVI harmonizam-se às fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e às obras neoclássicas e ecléticas do início do século XX. O traçado urbano é característico dos povoados portugueses de origem medieval e, ainda hoje a ocupação em Olinda configura-se como uma pequena vila, com igrejas no topo dos montes, grandes sobrados e um conjunto de casas com quintais arborizados.

Igarassu - Localizada no litoral norte da Região Metropolitana de Recife - possui um dos patrimônios mais invejáveis e expressivos da arquitetura de cunho civil e religioso do Brasil. Ao longo dos anos, a cidade foi envolvida pelo crescimento urbano de Recife. É, atualmente, um trecho urbano dos séculos XVI e XVII que se funde com a periferia da capital pernambucana, apesar de pertencer a um município independente. O tombamento considerou a autenticidade, preservação e características próprias do seu núcleo urbano originário dos séculos XVII e XVIII. Dentre os bens tombados, destacam-se as igrejas datadas do século XVI decorrentes das primeiras ocupações portuguesas no litoral pernambucano. Está em Igarassu o Marco de Pedra, ponto que delimitava, nas suas origens, as capitanias de Pernambuco e Itamaracá, atual Bahia.

Fernando de Noronha - O arquipélago Fernando de Noronha foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial, em 2001. É formado pelo topo das montanhas de uma cordilheira vulcânica e tem sua base a cerca de 4 mil metros de profundidade. Ocupa área de aproximadamente 26 quilômetros quadrados, com 21 ilhas, rochedos e ilhotas. Em 1737, por determinação dos portugueses, a Capitania de Pernambuco dominou a ilha, iniciando sua colonização e a construção de diversas fortificações. Com o conflito político da década de 1930, o Governo brasileiro requisitou o arquipélago para a implantação de presídio político, transformando-se depois em base avançada de guerra. Permaneceu sob o domínio militar até 1987 e foi devolvida a administração do governo de Pernambuco, constituindo região geoeconômica, social e cultural do Estado. 

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