O Iphan no Paraná

A Superintendência do Iphan no Paraná surgiu a partir da evolução do Escritório Técnico do Paraná, criado em 1984 e subordinado até 1990 à 9ª Coordenação Regional de São Paulo. Em 2004, a coordenação foi transformada em superintendência e instalada em Curitiba, em uma casa de madeira considerada um dos mais expressivos exemplares da arquitetura paranaense de madeira, característica da imigração europeia no Estado. É uma construção original da migração polonesa, desmontada e transladada para o atual endereço. Construída por volta de 1920, em uma chácara situada no bairro do Portão, a casa foi adquirida pelo Iphan em 1984 e reinstalada em um terreno cedido pela Prefeitura Municipal de Curitiba, fato que possibilitou a sua preservação.

O primeiro bem tombado no Paraná, em 1938, foi o Antigo Colégio dos Jesuítas, na cidade de Paranaguá, e - no mesmo ano - o Iphan tombou a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel. A maioria dos bens protegidos no Estado está localizada na região das primeiras ações de povoamento paranaense.  Ainda na década de 1930, foram tombados a Casa do Coronel Joaquim Lacerda (transformada em museu), a Igreja Matriz de Santo Antônio e a casa onde faleceu o coronel Gomes Carneiro, na cidade de Lapa. Em Guaratuba, foi tombada a Igreja Matriz de São Luís. Desde 28 de novembro de 1986, o Parque Nacional do Iguassu é Patrimônio Mundial, inscrito na Lista da Unesco. Apesar de não ter sido tombado pelo Iphan, é protegido como Parque Nacional.

A Superintendência realiza inventários, estudos e pesquisas na área de preservação do patrimônio cultural, responde por obras de restauração e fiscalização de bens tombados e sítios arqueológicos, além atividades de Educação Patrimonial, promoção e difusão do patrimônio cultural. Desde 2007, também é responsável pela gestão dos bens do Patrimônio Ferroviário oriundo da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).

Compartilhar
Facebook Twitter Email Linkedin