Começa restauração da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Duque de Caxias (RJ)

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar remonta aos primórdios da ocupação da área da Baixada Fluminense

 

Um dos primeiros bens tombados do país, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar está passando por ampla restauração. Localizado em Duque de Caxias, o monumento sediou a cerimônia de início das obras no dia 27 de dezembro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) designou aproximadamente R$ 2 milhões para as intervenções, previstas para durar até dezembro de 2020.

O escopo das obras inclui reforço da infraestrutura, descupinização, recuperação dos bens móveis integrados e a conservação dos elementos artísticos.

Além da construção, destaca-se o acervo móvel da igreja

A edificação acumula mais de 300 anos de história. Nesse tempo, assistiu ao crescimento da cidade ao redor. A igreja foi erguida no mesmo local onde existia, desde 1612, a antiga Capela de Nossa Senhora das Neves, que desabou.

O território onde se situa, denominava-se freguesia de Nossa Senhora do Pilar do Aguassu e consistia em um polo comercial de destaque no período colonial. A igreja chegou a funcionar como sede da freguesia.

Os arredores serviam de rota para a produção de engenhos de açúcar e, mais tarde, tornaram-se ponto de chegada do ouro vindo de Minas Gerais, escoado pelo Porto do Pilar.

Outra capela começou a ser edificada em 1696, iniciativa que retomou a vocação religiosa do local. Já o ano de 1720 marca o início da construção da Matriz nos moldes atuais. Além disso, documentos históricos registram que D. Pedro I costumava parar na igreja em suas excursões.

Hoje em dia, a Igreja dá nome ao bairro no qual se encontra, o bairro do Pilar. O Instituto tombou a edificação e o seu acervo em 1938, um ano após a criação do Iphan. O monumento está inscrito no Livro do Tombo das Belas Artes.

Como outras construções jesuíticas do século XVII, a igreja tem ares de fortaleza colonial. Técnicas tradicionais ergueram o prédio com grossas paredes, em alvenaria de pedra, revestimento de cal e de tijolo maciço nas arcadas. 

A atual igreja foi construída depois da abertura de passagem através da Serra dos Órgãos

 

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