O Iphan no Rio de Janeiro

A Diretoria Regional do Iphan no Rio de Janeiro, atual Superintendência, foi criada nos anos 1970, com atuação também no Estado do Espírito Santo. Desde 1986, a Superintendência do Iphan no Estado do Rio de Janeiro funciona em um imóvel tombado em 1978 e marcado por importantes fatos da história brasileira, na Avenida Rio Branco, no centro da cidade. Inaugurado em janeiro de 1908, o edifício da Companhia Docas de Santos - onde está instalado o Iphan - foi construído em comemoração do centenário da abertura dos portos brasileiros ao comércio mundial, por D. João VI, em 1808, quando a família real portuguesa se transferiu para o Brasil para se proteger do exército de Napoleão Bonaparte, que invadiu Portugal. 

O patrimônio cultural carioca abrange várias cidades históricas (conjuntos urbanos tombados) e centenas de monumentos em municípios, além de conjuntos arquitetônicos e paisagísticos. Integram o acervo desde os consagrados cartões-postais da capital, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e o Maracanã até as fazendas, fortalezas, casas, sobrados, igrejas e obras de arte. Além disto, desde 1º de julho de 2012 a cidade do Rio de Janeiro passou a ser conhecida como a primeira área urbana do mundo reconhecida pela Unesco por sua paisagem urbana entre a montanha e o mar.

A Superintendência promove inúmeras ações, em parceria com outras instituições, para preservação dos bens culturais móveis e integrados que constituem o patrimônio cultural, como os acervos arqueológicos, arquivísticos e bibliográficos, e os bens de arte sacra. Outra área de atuação é a publicação de obras resultantes de estudos, palestras e oficinas sobre patrimônio cultural para distribuição às bibliotecas públicas e privadas, universidades federais e alguns particulares, prefeituras, espaços culturais e museus.

Para ampliar a atuação da Superintendência, em diferentes pontos do Estado estão instalados os escritórios técnicos - unidades de ponta que exercem o papel de aproximação do Iphan com as comunidades locais e as organizações públicas e privadas, aprimorando as parcerias para melhor preservar o Patrimônio Cultural Brasileiro. O detalhamento sobre os bens tombados estão nas páginas 55 a 79, da Lista de Bens Materiais Tombados e Processos em Andamento (1938 a 2015), que reúne informações sobre todo o Brasil.

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