Patrimônio Material - RS

Tombado pelo Iphan em 2011, o conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão, é um patrimônio único no Rio Grande do Sul, com edificações coloniais, ecléticas, art déco e modernistas. O traçado viário da cidade - demasiadamente retilíneo se comparado ao das cidades coloniais brasileiras – decorre, possivelmente, da forte influência espanhola em seu desenvolvimento.  Entre os bens tombados está a Ponte Internacional Barão de Mauá, uma construção do início do século XX, unindo Brasil e Uruguai. A povoação se formou e desenvolveu voltada para o Uruguai, apesar de separada pelo rio. O comércio de fronteira e a pecuária garantiam a manutenção dos laços culturais que as cortes de Portugal e Espanha tentavam separar politicamente. A cidade participou de acontecimentos militares da história do Brasil, como a Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos), em 1835, e a Invasão Uruguaia, em 1865.

Primeiro bem tombado, pelo Iphan, em Porto Alegre, a Igreja de Nossa Senhora das Dores foi reconhecida como patrimônio cultural material em 1938. Mais tarde, ficaram sob a proteção federal os acervos museológicos do Museu Júlio de Castilhos, o Palácio Farroupilha. A partir dos anos 1980, o Iphan reconheceu os bens representativos das áreas de imigração na capital do Rio Grande do Sul. A cidade nasceu de uma pequena colônia de açorianos, por volta de 1752, mas acolheu imigrantes de todo mundo, entre os séculos XVIII e XX, e as múltiplas expressões e origens étnicas e religiosas transformou-a em uma cidade multicultural.  

Porto Alegre - Conhecida como a capital dos Pampas pela fauna e flora das extensas planícies que dominam a paisagem do extremo sul do Brasil, parte da Argentina e do Uruguai. Até a Revolução Farroupilha, a cidade cresceu às margens do rio Guaíba e da lagoa dos Patos com as exportações de trigo e charque. Entre 1856 e 1858, foi edificado um novo cais e seis anos depois a região participou de mais um conflito: desta vez, a Guerra do Paraguai, que durou até 1870. Na época, houve uma nova fase de crescimento econômico, com a imigração, principalmente, de italianos e alemães. 

Santa Tereza - Tombado pelo Iphan, em 2012, o núcleo urbano de Santa Tereza foi construído nos séculos XIX e XX por imigrantes de diferentes regiões da Itália. É o núcleo gaúcho mais íntegro e sua área tombada lembra as comunas de Veneto, na Itália. Na área protegida, estão a Igreja Matriz (que possui uma torre com 45 metros de altura e é uma réplica da torre italiana de Fagaré Dela Bataglia, em Treviso), a Casa Ferri (onde funcionou a primeira fábrica de gaitas do Brasil), a Prefeitura Municipal, o antigo Hotel Central, dentre outras edificações. 

Vila de Santo Amaro do Sul - Os primeiros habitantes civis chegaram a Santo Amaro, em 1755. Anos mais tarde, em 1771, casais de açorianos se instalaram na região e iniciaram a construção das residências nos lotes distribuídos aos povoadores. A Vila, em 1881, obteve a sua emancipação. Em 1938, com a criação do Arsenal de Guerra no Distrito da Margem, a sede do município transferiu-se para aquele local que, em 1939, passou a chamar-se General Câmara. A Vila, no entanto, continuou quase intacta até os dias atuais, com seu casario típico da cultura lusa e sua importante igreja dominando a paisagem. É um dos mais significativos conjuntos urbanos de origem portuguesa no Rio Grande do Sul. Em uma grande praça retangular - atualmente cortada por uma rua e localizada no ponto mais alto e plano da Vila – estão, em uma das extremidades, a igreja e nas laterais as casas geminadas dos moradores. Em 1998, o Iphan tombou o centro histórico, com a praça e mais 14 edificações, o casario típico da cultura portuguesa e a Igreja Matriz de Santo Amaro - uma construção barroca do século XVIII dominando a paisagem. 

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