Escola Urbana de Timbó (SC) é restaurada e ampliada pelo Iphan

Escola urbanaA Escola Urbana, edifício tombado pelo Iphan na cidade de Timbó (SC) e integrante do projeto Roteiros Nacionais da Imigração, será restaurada e ampliada ainda esse ano. A intervenção de R$ 1,1 milhão é realizada pelo Iphan e financiada pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). A expectativa é que ela seja licitada em até três meses e concluída em um ano.

De acordo com a superintendente do Iphan em Santa Catarina, Liliane Janine Nizzola, a ideia é que a edificação passe a servir a comunidade. “O projeto tem como objetivo transformar o local em uma escola de artes manuais, que será administrado pela prefeitura”, conta Liliane. A intervenção também inclui a construção de um anexo que abrigará banheiros e cozinha.

Além da utilidade pública, a Escola Urbana se destaca por sua arquitetura diferenciada. Ela é construído em técnica enxaimel, com vãos  de grandes proporções e é acessada por duas portas de frente para a rua.

 

Casa do Professor também será restaurada

Casa do ProfessorAlém da Escola Urbana, a Casa do Professor, edificação que forma um conjunto arquitetônico com a Escola, também será restaurada. Ela é de propriedade particular e foi construída no final do século XIX para abrigar o primeiro professor do local, Fritz Neuehaus, e tem uma série de traços do estilo da época, como dois pavimentos compactos, varanda embutida no térreo e duas coberturas de duas águas que se encontram. Isso a torna singular no contexto da imigração.

No caso desse imóvel, os proprietários, que irão realizar o restauro, pretendem transformá-lo em uma residência. O projeto também está em fase de aprovação no Iphan e o profissional responsável pelo mesmo recebe assessoramento da equipe do Escritório Técnico da Imigração, em Pomerode.

Sobre o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos
O FDD é um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Criado em 1988, ele surgiu para gerir os recursos procedentes de situações como multas de condenações judiciais e danos ao consumidor. Eles financiam projetos de órgãos públicos e entidades civis que visem a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos.

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