Iphan converte Moinho Kollross de Itaiópolis (SC) em espaço de memória

Moinho KollrossA cidade de Itaiópolis (SC) está prestes a ganhar um novo espaço de memória. Isso será possível graças à restauração e adequação do Moinho Kollross, localizado no bairro do Alto Paraguaçu. Os R$ 500 mil da reforma serão custeados pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), e, a obra, executada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com a requalificação, o Moinho Kollross se tornará o Espaço de Memória do Moinho Kollross. Administrado pela Prefeitura Municipal de Itaiópolis, ele voltará a ser um local de moenda de grãos e cereais. Para tal, serão realizadas intervenções para conservação e reativação dos maquinários, adaptação dos cômodos para usuários de mobilidade reduzida e instalação de infraestrutura para oficinas vinculadas ao beneficiamento de grãos.

O Moinho Kollross

O Moinho Kollross foi construído em 1950, por Rodolfo Kollross Filho. Ele foi usado na moagem de diversos grãos até 1999, quando a economia local se voltou à produção de tabaco. A partir dessa época, sua estrutura passou a ser usada apenas para o beneficiamento de arroz.

Além de sua trajetória histórica, a edificação se destaca por seu estilo arquitetônico. Ela foi erguida com o mesmo sistema construtivo usado pelos imigrantes poloneses presentes no Brasil: uma estrutura em gaiola de madeira contraventada, com vedação externa das paredes por tábuas, estas arrematadas com mata-juntas. Ele também chama a atenção por sua área, já que foi concebido para abrigar grande quantidade de máquinas funcionando ao mesmo tempo.

Bairro Alto Paraguaçu também é Patrimônio Cultural Brasileiro

Além de o moinho em si ser uma peça importante para a compreensão da histórica local, o bairro onde ele se localiza também é parte do Patrimônio Cultural Brasileiro. O Alto Paraguaçu foi tombado pelo Iphan em 2007, devido a “seu elevado valor histórico e paisagístico no contexto do patrimônio cultural da imigração no Brasil, especialmente em Santa Catarina”. A localidade revela e conserva importantes acervos arquitetônicos atrelados à população de origem polonesa, como a Igreja de São Estanislau e diversos casarios de madeira.

Sobre o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos

Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o FDD reúne recursos provenientes de condenações judiciais, multas e indenizações para a reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. Entendidos como reparação à ordem econômica e outros interesses difusos e coletivos, esses valores são, então, destinados a projetos de órgãos públicos e entidades civis, selecionados a partir de decisão do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos. Em 2019, o Iphan pleiteou a aprovação de diversas ações, tendo sido selecionados, até o momento, 21 projetos, que somam recursos de R$ 91,1 milhões em investimentos para oito estados brasileiros: Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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