Patrimônio Arqueológico - SC

A Superintendência do Iphan em Santa Catarina cadastrou, até 2014, 1471 sítios arqueológicos no Estado, onde estão os maiores sítios do tipo sambaqui do mundo. É possivel encontrá-los em toda a região costeira, mas as regiões de Laguna e Jaguaruna destacam-se com as maiores formações conhecidas no Estado. O sítio de Garopaba do Sul, em Jaguaruna, é um dos mais extensos, reunindo sambaquis, sítios líticos e cerâmicos. Outra área de grande importância arqueológica é a Ilha do Campeche - tombada pelo Iphan em 1998 - pertence ao município de Florianópolis e abriga algumas das mais importantes incrições rupestres do Brasil.

Nos últimos anos, a expansão das obras de infraestrutura tem aumentado as pesquisas arqueológicas realizadas no âmbito do licenciamento ambiental, o que possibilita a coleta de dados sobre áreas antes quase desconhecidas arqueologicamente. A preservação de todo este patrimônio é uma grande impulsora das atividades de educação patrimonial, com a formação de monitores para atuar na fiscalização e promoção de ações educativas junto aos visitantes da região. Além da Ilha do Campache, o importante acervo que forma a Coleção Arqueológica João Alfredo Rohr, está aberto à visitação pública no Museu do Homem do Sambaqui, em Florianópolis. 

Ilha do Campeche: sítio arqueológico e paisagístico - Esta ilha possui a maior concentração de oficinas líticas e gravuras rupestres do litoral brasileiro. Localizada no sudeste da Ilha de Santa Catarina, onde estão sítios preservados, a Ilha é um dos paraísos naturais mais exuberantes do país também pelo valor arqueológico, com inscrições rupestres e oficinas líticas. Entre os tesouros deixados pelos povos antigos há inscrições e registros que formam a maior concentração desse tipo em um único sítio arqueológico, de todo o litoral brasileiro. Há desenhos que lembram flechas e máscaras, símbolos geométricos, um monolito com nove metros de altura e um ponto magnético sinalizado com inscrição rupestre onde as bússolas têm comportamento alterado. O local possui ruínas de armação de baleia, datadas de 1772. 

Coleção Arqueologica João Alfredo Rohr - Tombada pelo Iphan, em 1986, integra o acervo do Museu do Homem do Sambaqui (antigo Museu Arqueológico do Colégio Catarinense), criado pelo padre jesuíta e professor João Alfredo Rohr. A Coleção contém, aproximadamente, 8.000 objetos dos sambaquis, inclusive esculturas de animais em pedra (zoólitos), cerca de 80.000 fragmentos e algumas vasilhas de cerâmica dos Guarani. No Museu, há uma coleção de esqueletos com aproximadamente 1.000 anos, além de cerâmicas da tradição Tupi-Guarani e pontas de flechas. Ao longo de sua carreira de quase 40 anos dedicados à arqueologia, Rohr levantou mais de 400 sítios em Santa Catarina, por meio de minucioso trabalho de campo, promovendo uma verdadeira varredura de determinadas regiões, localizando e identificando sistematicamente os sítios. 

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