Sustentabilidade do Patrimônio Cultural é tema de seminário em Belém (PA)

Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte
Promover o Patrimônio Cultural do Norte do Brasil, uma região de múltipla beleza natural e cultural, é uma das missões do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018. Assim, nos dias 6 e 7 de novembro, a cidade de Belém, capital do estado do Pará, sediará o Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte. A proposta é reunir pesquisadores, gestores governamentais, estudantes, equipes do Iphan, representantes das comunidades locais a ampliar o debate sobre o tema, trabalhando o Patrimônio Cultural como um ativo para o desenvolvimento social, econômico e sustentável. 

O evento, patrocinado pelo BNDES, tem a participação de renomados especialistas brasileiros e estrangeiros, com atuação no campo do Patrimônio. No dia 06, a programação conta com a conferência Patrimônio, desenvolvimento e políticas de reconhecimento, ministrada pela antropóloga e arqueóloga australiana Laurajane Smith. No mesmo dia, haverá a apresentação da Política de Patrimônio Material do Brasil e duas mesas: Os desafios da Identificação do Patrimônio Cultural do Norte e Novos Olhares para o Reconhecimento do Patrimônio Cultural do Norte.

No segundo dia, acontecem duas conferências: Patrimônio, autenticidade e diversidade, ministrada pelo museólogo português António Ponte e Patrimônio Imaterial e povos indígenas no Brasil. Haverá ainda as mesas Estratégias de Promoção para a Valorização e Difusão do Patrimônio Cultural e Dilemas para o Fortalecimento da Gestão do Patrimônio Cultural. 

O seminário será realizado no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, e oferece 400 vagas. As inscrições, que são gratuitas, serão aceitas conforme a lotação do espaço e deverão ser feitas a partir do dia 22 de outubro. 

A riqueza cultural do Norte impressa na Revista do Patrimônio
Os participantes do Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte participarão também do lançamento da edição especial da Revista do Patrimônio, composta por dois volumes temáticos sobre o Patrimônio Cultural do Norte. Será no dia 07, às 19h. A publicação tem o patrocínio da Vale e traz temas relevantes sobre as culturas de diferentes etnias da região Norte, mitos, tradições, formas de expressão, problemas locais e regionais, situações de impacto ambiental e cultural, e visões do trabalho do Iphan nessa extensão territorial e cultural. 

A nova Revista do Patrimônio mantém a qualidade autoral e iconográfica reconhecida por sua excelência, tradição e importância de uma das publicações institucionais mais antigas do Brasil, editada pelo Iphan desde 1937. Os números 37 e 38 da Revista, que serão lançados conjuntamente, apresentam mais de 30 artigos de renomados autores, importantes pesquisadores e especialistas. Os textos se organizam em quatro eixos: os desafios para a identificação; novos olhares para o reconhecimento; estratégias de promoção para valorização e difusão; e dilemas para o fortalecimento da gestão.  

O desafio de romper as fronteiras do Brasil 
O Iphan tem como um de seus desafios promover a compreensão do Patrimônio Cultural como vetor de desenvolvimento social, em uma interlocução direta com a comunidade, setor público, pesquisadores e detentores das práticas culturais. Busca, assim, uma aproximação com os moradores de Centros Históricos e comunidades locais, a fim de promover o uso social do Patrimônio Cultural. O objetivo é romper as fronteiras entre os trabalhos de preservação e salvaguarda e engajar as comunidades na responsabilidade compartilhada de gestão dos bens culturais. Em 2018, o foco do Instituto é o Norte do país.

Formada por sete estados - Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins a região Norte está no bioma Amazônia, que se caracteriza por uma variedade de ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. Todo o território é entrecortado por cursos d’água abundantes, que perfazem uma hidrografia inigualável no país.

Com mais de 3,8 milhões de km2 de extensão, dezenas de edificações, monumentos preservados, belezas do Patrimônio Natural e mais de 5 mil sítios arqueológicos, a região Norte também é formada por marcantes expressões imateriais. São representações de vários povos responsáveis pela sua formação que deixaram suas tradições e festas impressas na identidade dos brasileiros. Entre elas estão o Círio de Nazaré, no Pará, e a Arte Gráfica Wajãpi, do Amapá, que são, também, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.  

Mais informações para a imprensa
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Patrimônio Cultural do Norte

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    Casa de Chico Mendes, em Xapuri (AC)
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    Teatro Amazonas, em Manaus (AM)
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    Arte Kusiwa - Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi
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    Mercado Ver o Peso, em Belém (PA)
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    Madeira-Mamoré, em Porto Velho (RO)
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    Saberes e Práticas Associados ao modo de fazer Bonecas Karajá (Rtixòkò), no Tocantins
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    Sítio Arqueológico Pedra do Pereira, em Roraima
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