Capela e Casa Principal do Sítio Roberto Burle Marx estão temporariamente fechadas para visitação

A Casa de Roberto receberá tratamento museográfico, possibilitando aos visitantes percorrer a casa livremente Duas das oito edificações do Sítio Roberto Burle Marx – SRBM, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, estão temporariamente fechadas ao público para importantes intervenções. A previsão é de que a Casa seja reaberta no final de outubro e a Capela, em meados de dezembro.

A Casa, onde o paisagista morou de 1973 a 1994, ganhará um novo roteiro de visitação, no qual será possível conhecer todos os cômodos. Já a Capela Santo Antônio da Bica passará por serviços de conservação, e as três imagens policromadas dos altares estão sendo restauradas. A previsão é de que a Casa seja reaberta no final de outubro e a Capela, em meados de dezembro.

Quando a casa for reaberta, vai ser possível percorrer livremente todos os cômodos. Atualmente as visitas acessam, de modo parcial, a sala de jantar, a sala de visitas, a sala de música, a Sala das Cerâmicas e o quarto de Roberto Burle Marx. O espaço vai ganhar nova iluminação, além de recursos visuais e sonoros, para proporcionar ao público uma nova experiência em contato com a casa. O projeto museográfico faz parte do projeto de requalificação, que conta com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No novo roteiro, os visitantes vão conhecer a sala de música, que guarda o grande piano de cauda que foi da mãe de Roberto, e ver de perto as coleções (entre elas, as de arte cusquenha e sacra) e quadros de família – alguns pintados pelo próprio morador –, a sala de visitas, o quarto de hóspedes, a cozinha. A Sala das Cerâmicas, onde está exposta a famosa coleção de arte popular com muitas obras do Vale do Jequitinhonha, além de obras de Burle Marx e de outros autores, também ficará mais acessível.

A Capela de Santo Antônio da Bica receberá serviços de limpeza, pintura, reparo e conservação nos pisos, forros, esquadrias e altares, tudo em conformidade com os princípios de intervenção em bens tombados adotados pelo Iphan. Quando o paisagista comprou o Sítio juntamente com seu irmão Siegfried, em 1949, a capela construída no século XVIII estava em muito mau estado. Na década de 70, Roberto a restaurou, com supervisão dos arquitetos Lucio Costa e Carlos Leão, e sempre a manteve aberta à comunidade católica de Barra de Guaratiba, funcionando normalmente, com missas, batizados e casamentos.

Projeto de requalificação
Em outubro de 2018, o BNDES liberou R$ 5,4 milhões para o projeto de requalificação do SRBM. As intervenções incluem novo projeto museológico, com educação patrimonial, acessibilidade, comunicação, conservação de acervos e redefinição dos percursos de visitação. O público poderá ter acesso a materiais de apoio à visitação, como audioguias, recursos destinados à acessibilidade, como um mapa tátil, e reproduções de obras para manuseio. O investimento vai garantir também a produção de um livro sobre o Sítio.

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