Reserva Técnica de Arqueologia será construída em Rondônia

publicada em 04 de maio de 2012, às 14h11

 

Com o novo espaço, a Universidade Federal de Rondônia poderá ter um dos maiores centros de pesquisa do país

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Rondônia (Iphan-RO) aprovou o projeto executivo para construção da Reserva Técnica de Arqueologia, protocolado pelas usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia. A construção vai abrigar o acervo arqueológico resgatado e pesquisado pelas usinas de Santo Antônio e de Jirau, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

Iniciadas em 2008, as pesquisas arqueológicas no rio Madeira identificaram 103 novos sítios, que representam 25% a mais dos 400 sítios já registrados em Rondônia. Apesar da diferença de dimensão das usinas, a pesquisa quantificou uma média de sítios arqueológicos na região, contando com 58 na UHE Santo Antônio e 45 na UHE Jirau.
Deste montante, foram contabilizados mais de 500 mil fragmentos arqueológicos, sendo materiais cerâmicos, líticos (pedras lascadas e/ou polidas), ossos humanos e de animais, metal, louça, vidro, amostras de carvão e de vegetais. Além de fragmentos, outras peças inteiras fazem parte do acervo, como urnas funerárias com mais de um metro de diâmetro e blocos de rocha com petroglifos (desenhos em baixo relevo).

Reserva Técnica
De acordo com o arqueólogo do Iphan-RO, Danilo Curado, é necessário compatibilizar o espaço da Reserva com a vastidão do acervo arqueológico. “Por isso foi aprovada a construção de um complexo contendo uma área útil edificada de mais de dois mil metros quadrados em Porto Velho. Além da reserva propriamente, serão instalados laboratórios de multiuso, sala de exposição do material arqueológico e toda a infraestrutura necessária para abrigar, gerir e produzir ciência sobre as peças resgatadas, o que resultará o título de um dos maiores acervos arqueológicos do Brasil”, explicou.

Para o Superintendente do Iphan-RO, Beto Bertagna, a conclusão destas pesquisas com a construção da Reserva Técnica apresenta o que há de mais imprescindível na sustentabilidade cultural. “A partir dos empreendimentos, o Iphan deliberou para a edificação de um Centro de Pesquisa adequado ao tamanho dos empreendimentos”, ressaltou Bertagna. Segundo ele, Rondônia receberá um dos maiores centros de pesquisas arqueológicas do Brasil, podendo, no futuro, realizar novos estudos em outros sítios contribuindo com a preservação da memória do povo brasileiro. O superintendente ressalta ainda que desde o começo dos trabalhos foi decidido que o material ficaria em Rondônia, possibilitando ao Estado um respaldo científico e ao Brasil novos dados dos seus antepassados para o fortalecimento da sua identidade cultural.

 

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