População dá adeus a Niemeyer no Palácio do Planalto
publicada em 06 de dezembro de 2012, às 11h52
A presidenta Dilma Rousseff, ao lado de familiares de Oscar Niemeyer, recebeu o corpo do arquiteto para o velório no Palácio do Planalto, em Brasília, na tarde desta quinta-feira, dia 6 de dezembro. Mais de duas mil pessoas prestaram a última homenagem ao Arquiteto de Brasília. Foi feito um minuto de silêncio quando o corpo chegou ao Planalto para a cerimônia, que contou com a do presidente substituto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Estevan Pardi, e do superintendente do Iphan-DF, José Leme Galvão.
Oscar Niemeyer faleceu no Rio de Janeiro, aos 104 anos, na noite desta quarta-feira, dia 5 de dezembro. Ele estava internado desde 2 de novembro no Hospital Samaritano, em Botafogo. O corpo de Oscar Niemeyer foi embalsamado no Rio de Janeiro e trazido para o velório em Brasília. Ele será enterrado no Rio de Janeiro, onde será enterrado na sexta-feira, dia 7 de dezembro, no Cemitério São João Batista.
A presidenta do Iphan, Jurema Machado, que está em Paris acompanhando a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial na sede da UNESCO, comentou a vida e a obra do Arquiteto do Brasil. Segundo ela, “a unidade entre seu pensamento e sua criação, as pontes que soube estabelecer entre a nossas referências culturais e o presente, fazem da sua obra, especialmente para nós que atuamos na preservação do patrimônio, um ensinamento permanente. Precisamos estar à altura desses valores preservando o espírito e a coerência de sua obra. Sua despedida em Brasília é mais um gesto seu em favor da defesa da integridade dos conceitos geradores da cidade, da sua arquitetura e da sua indissociável paisagem. Nos cabe honrar e sobretudo agradecer”.
Partiu da presidenta Dilma Rousseff o convite para que o velório de Oscar Niemeyer fosse realizado em Brasília. Em nota oficial, ela lamentou a morte do arquiteto, dizendo que "o Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida". A presidenta Dilma Rousseff também cita uma frase do arquiteto: "A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem" e ressalta que "a sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva. Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária".




