Ministra da Cultura visita sede do Iphan em Brasília

publicada em 18 de setembro de 2012, às 14h29

 

“Uma instituição de excelência”. Assim a ministra da Cultura, Marta Suplicy, resumiu a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), após visita à sede em Brasília, na manhã desta terça-feira, dia 18 de setembro. Recebida pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, ela esteve com a diretoria do Instituto e com os superintendentes estaduais, que a recepcionaram por meio de teleconferência.

Marta Suplicy visitou as instalações do Iphan e foi apresentada às diversas frentes do trabalho realizado pelo Instituto, como a linha editorial que há 75 anos retrata a diversidade do patrimônio cultural brasileiro e as ações de preservação e valorização dos bens nacionais. Durante o encontro, a ministra e os diretores do Iphan discutiram uma agenda de trabalho, buscando, principalmente, ampliar as redes de atuação do governo federal na gestão do patrimônio cultural, sempre envolvendo a sociedade. As ações do PAC Cidades Históricas estavam entre os assuntos tratados na reunião.

Ao final da visita ao Iphan, a ministra ressaltou que “o trabalho feito aqui é realmente fantástico e a equipe é muito boa. Foi uma reunião excelente de três horas e surpreendente no sentido da dimensão e da ramificação do Iphan”. Luiz Fernando de Almeida também avaliou positivamente o encontro. Para ele, “a determinação e o dinamismo de Marta Suplicy vão contribuir ainda mais para colocar o patrimônio cultural como eixo de desenvolvimento econômico e social de nosso país”.

O Iphan é um organismo federal vinculado ao Ministério da Cultura com a missão institucional de promover e coordenar o processo de preservação do patrimônio cultural brasileiro para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país. A criação da instituição de proteção do patrimonial, no final dos anos de 1930, foi confiada a intelectuais e artistas brasileiros ligados ao movimento modernista, como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Prudente de Moraes Neto, Luís Jardim, Afonso Arinos, Lúcio Costa e Carlos Drummond de Andrade. Em 1937, o então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Sphan, foi o marco na preservação do patrimônio cultural brasileiro, tendo à frente o Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, e seu primeiro diretor, Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Atualmente, o Iphan atua em todo o território nacional em 63 unidades: duas áreas centrais - Brasília e Rio de Janeiro –, 27 superintendências estaduais, 27 escritórios técnicos, quatro unidades especiais e dois parques históricos. Possui um valioso acervo textual, iconográfico, audiovisual e digital que documenta e registra as múltiplas ações que envolvem os bens culturais brasileiros. Estão sob a tutela do Iphan mais de 45 mil bens imóveis tombados, inseridos em 92 núcleos históricos protegidos. O instituto registra, ainda, o tombamento de 909 edificações isoladas, 41 equipamentos urbanos e de infraestrutura, um conjunto rural, 25 paisagens naturais, 16 ruínas, dez jardins e parques históricos, seis terreiros, sete sítios arqueológicos e um sítio paleontológico. Destacam-se, também, 127 objetos e bens integrados tombados individualmente e cinco coleções e acervos arqueológicos. Também estão sob a proteção do IPHAN 25 bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil, sendo cinco celebrações, nove formas de expressão, nove saberes e dois lugares.

 

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