Palestra sobre planejamento português acontece em Pernambuco

publicada em 31 de julho de 2012, às 15h43

 

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (Iphan-PE) recebeu em sua sede, nesta terça-feira, dia 31 de julho, a palestra Planejamento Português na Capitania de Pernambuco: Os Primeiros Engenhos de Açúcar, ministrada pela arquiteta Mércia Carréra, doutora em arqueologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). De acordo com a palestrante, o donatário Duarte Coelho usou de forma racional a ocupação do espaço na capitania de Pernambuco, utilizando como transporte o sistema sede, o porto, a plantação, os engenhos do açúcar e os rios.

A conclusão da pesquisadora é com base nos estudos que buscou identificar a organização e distribuição dos engenhos de ciclo no início do período colonial e com o objetivo de comprovar que não houve apenas uma intenção mercantilista na implantação dos engenhos. A abordagem teórica é feita para situar e delimitar a temática, sob a perspectiva da arqueologia da paisagem, além de outras áreas como arquitetura e geografia.

Capitanias hereditárias
As capitanias hereditárias formaram um sistema de administração territorial criadas pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534. Este sistema dividia o território brasileiro em grandes faixas, cada uma entregue a um administrador particular. Esses gestores normalmente mantinham relações com a Coroa Portuguesa. Tentando evitar invasões estrangeiras e para colonizar o Brasil. Receberam o nome de capitanias hereditárias por serem passadas de pai para filho. Aqueles que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidos como donatários, que tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Além disso, tinham que explorar os recursos naturais, como os animais, a madeira e os minérios.

O sistema não funcionou muito bem. Das doze capitanias, apenas duas progrediram: Pernambuco e São Vicente.  Alguns dos motivos levaram o sistema ao fracasso, com a grande extensão territorial, a carência de recursos financeiros e os constantes ataques indígenas. O sistema durou até 1979, quando foi extinto pelo Marquês de Pombal.

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