Atol das Rocas

A Reserva Biológica do Atol das Rocas, único atol no Atlântico Sul, está situada em mar territorial brasileiro a 144 milhas náuticas de Natal, no Rio Grande do Norte, e a 80 de Fernando de Noronha. Foi criada em 5 de junho de 1979 e é a primeira reserva biológica marinha do Brasil. Da responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a área abrange duas Ilhas - a do Farol e a doo Cemitério - e tem área interna de 5,5 quilômetros quadrados.

Reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco em dezembro de 2001, o Atol das Rocas também figura na Lista Indicativa brasileira como Patrimônio Mundial Natural.

História
A região foi citada pela primeira vez em carta náutica em 1502, por Alberto Cantino. Um ano depois, aconteceu nova citação, desta vez pelo almirante Dario Paes Leme, por ocasião do naufrágio do navio português comandado por Gonçalo Coelho.

O Atol possui duas ilhas: a do Farol e a do Cemitério.  A primeira, com 34.637 metros quadrados, era conhecida pelos franceses e ingleses como Sable ou Sand. O nome atual deveu-se à construção do primeiro farol na ilha, em 1881, que acabou suspenso em virtude de a torre não atender as necessidades do local. O farol que permanece em atividade foi inaugurado em 1967. A Ilha do Cemitério, com 31.513 metros quadrados, também era chamada de Grass ou Capim.  Passou a ter esse nome com os sepultamentos ocorridos em função dos diversos naufrágios ocorridos na ilha e da morte de faroleiros e familiares.

Patrimônio Natural
As ilhas são formadas por sedimentos de origem calcária, esqueletos de peixes, corais, aves, fragmentos de conchas e crustáceos; apresentam clima equatorial e densa vegetação herbácea.

Sobrevoando a reserva, é impossível não observar as nuvens de aves, cerca de 150 mil, de 29 diferentes espécies. Em terra firme, a diversidade é mais notável: há espécies reprodutoras, forrageadoras, migratórias, visitantes esporádicas e outras. O Atol das Rocas, por ser área de reprodução de tartarugas marinhas, especialmente a tartaruga verde, é uma importante estação de estudos do Projeto Tamar.

A vegetação de Atol das Rocas e densa, tipicamente herbácea, resistente à salinidade, à excessiva luminosidade e à ação da maré. As espécies têm características de plantas halófitas. Na Ilha do Farol, há duas casuarinas que são ponto de apoio para as aves marinhas.

O Atol das Rocas é considerado uma das mais importantes áreas para a reprodução de aves marinhas do Brasil No Atol, podem ser encontradas uma infinidade  de  aves,  entre  elas   atobá-mascarado,  atobá-marrom,  atobá-do-pé-vermelho, fragata-trinta-réis-do-manto negro, viuvinha marrom e viuvinha negra.

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