Escritório do Iphan na Costa Verde (RJ) recebe exposição de alunos de escola caiçara

Exposição de escola caiçara no Escritório Técnico do Iphan na Costa Verde (RJ)

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    Alfabeto literário caiçara
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    Projeto de Educação Patrimonial foi reconhecido pelo prêmio Educador nota 10!
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Até o final de janeiro, pinturas, maquetes e artesanatos colorem o escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Costa Verde (RJ). Os trabalhos desenvolvidos por alunos da escola municipal João Apolônio dos Santos Pádua chamam a atenção dos turistas que passam pela Praça da Matriz, um dos pontos centrais de Paraty.

A iniciativa faz parte de um projeto de Educação Patrimonial escolar mais amplo, finalista do prêmio Educador Nota 10!. Orientados pela professora Miriam Fátima Esposito, os alunos de comunidades caiçara – termo que denomina os habitantes tradicionais do litoral da região – associam o conhecimento adquirido na escola com elementos de sua tradição cultural.

A iniciativa atraiu a atenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Parte dos trabalhos foi traduzida para o inglês e apresentada para a instituição. “Tudo começou com a proposta de abordar a biodiversidade nas salas de aula”, explica Esposito. Paralelamente ao trabalho na escola, o mote “cultura e biodiversidade” orientou a candidatura vencedora de Paraty e Ilha Grande a Patrimônio Mundial

Impulsionada por oficinas de inventário participativo promovidas pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a professora conta que pesquisou a história da região em livros de educação patrimonial do Iphan. Os alunos logo se engajaram com a proposta e passaram a replicar na comunidade o conhecimento adquirido nas aulas.

“As crianças espalharam placas na costa de Ponta Grossa em que alertavam sobre a importância da preservação ambiental”, conta Esposito. Como consequência,a professora relata que diminuiu vertiginosamente a quantidade de lixo jogada por turistas nas praias da região.

O projeto ainda se desdobrou no minidocumentário Um pé de nada, um pé de tudo e na composição de uma ciranda que conta a história de moradores que deixaram marcas na memória coletiva da cidade. É o caso da professora Maria Dorcília, que há quatro décadas replantou a encosta de Ponta Grossa, em Paraty, com a ajuda dos alunos da mesma escola que hoje apresentam suas obras no Iphan.

Entre os trabalhos expostos no escritório, se destacam as ilustrações do alfabeto literário caiçara. Longe de se limitar às cartilhas tradicionais, os vocábulos retratados remetem a elementos da cultura local, como o fruto uvaia e o peixe xaréu. 

Estabelecida à beira-mar, a João Apolônio dos Santos Pádua é a menor escola de Paraty. Atualmente, conta com doze alunos em sistema multianual, que reúne crianças de séries diferentes em uma mesma classe. Apesar de ser a única professora do colégio, Esposito enxergou potencial nos alunos de aliar o aprendizado com a apropriação do território. “A gente queria dar visibilidade pra mostrar que, embora tenha poucas crianças, a escola tem história”, resume a professora. A boa recepção do público à exposição atesta que o objetivo foi alcançado.

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