Ouro Preto (MG)

​Ouro Preto é uma das primeiras cidades tombadas pelo Iphan, em 1938, e a primeira cidade brasileira a receber o título de Patrimônio Mundial, conferido pela Unesco, em 1981. Tal reconhecimento deve-se, principalmente, ao fato da cidade ser um sítio urbano completo e pouco alterado em relação à sua essência:  formação espontânea a partir de um sistema minerador, seguido por uma marcada presença dos poderes religioso e governamental, e fortes expressões artísticas que se destacam por sua relevância internacional. 

Seu traçado urbano colonial mantém-se intacto e o mesmo ocorre com os exemplares da arquitetura religiosa e civil mais expressivos, e as suas obras de arte preservadas. Entre o patrimônio protegido está a Igreja São Francisco de Assis (considerada uma obra-prima). Destacam-se, também, as igrejas de Nossa Sra. do Pilar, da Conceição e do Carmo, o cenário de suas ladeiras de pedras, e o casario branco com suas telhas de barro e esquadrias coloridas.

Ouro, fausto e riqueza estão vinculados à cidade desde sua criação. Dest. O grande afluxo do metal semeou cobiça, intrigas e ganância, mas também propiciou enorme  desenvolvimento artístico nas letras, arquitetura, pintura e escultura, com algumas características barrocas desenvolvidas unicamente em solo brasileiro. O barroco mineiro  nasceu mestiço ao incorporar tendências brasileiras ao barroco e ao rococó europeus. 

O surgimento das duas principais ordens terceiras do Carmo e São Francisco, entre 1740 e 1760, compostas pelas classes mais abastadas, se reflete na decisão de edificar as  igrejas e no valor estético desses monumentos. Isto determinou a construção de algumas obras-primas do barroco e do rococó, nas quais trabalhariam os mestres portugueses  e uma primeira geração de artistas mineiros, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. 

Mesmo com a expansão da cidade ao longo das estradas e entorno, a permanência da escala nas novas edificações manteve, sem alterações visíveis, a paisagem urbana  construída nos séculos XVIII e XIX. Do mesmo modo, estão preservados os monumentos da arquitetura religiosa e civil, como oratórios, capelas, pontes e chafarizes. Quanto  às edificações de moradia e comércio, modificações internas inevitáveis têm sido permitidas desde que mantida a forma original de seus exteriores. 

O valor extraordinário de Ouro Preto, traduzido na paisagem urbana que se consolidou ao longo dos séculos XVIII e XIX, mantém-se perfeitamente legível devido não só à estagnação econômica sofrida pela cidade na primeira metade do século XX, mas, principalmente, pelas medidas de proteção que se seguiram ao seu tombamento. Permanecem igualmente preservadas edificações como os palácios, igrejas, fontes, pontes e a maioria das casas de comércio e residências do período colonial.

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História
Monumentos e Espaços Públicos Tombados
Obras do PAC Cidades Históricas - Ouro Preto (MG)

Ouro Preto (MG)

  • Visão Geral de Ouro Preto
    O traçado das ruas principais de Ouro Preto acompanha o desenho topográfico dos morros e córregos - Vista da ladeira de Santa Efigênia.
  • Casario de Ouro Preto
    O tecido urbano da cidade de Ouro Preto é entrecortado de becos, travessas e ladeiras - Rua do Pilar
  • Capela do Bonfim
    A arquitetura da Capela do Senhor do Bonfim é bastante simples: a estrutura é de pedra, o forro é em madeira e o piso em lajeado
  • Capela do Padre Faria
    Capela do Padre Faria
  • Interior da Capela do Padre Faria
    A Capela do Padre Faria apresenta em seu interior um conjunto de talha incluindo os três retábulos (altar-mor e dois altares do cruzeiro) inteiramente dourado - altar-mor e altares colaterais da nave.
  • Capela de Nossa Senhora da Conceição
    Coube ao bandeirante Antônio Dias a iniciativa da construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, por volta de 1699
  • Altar da Capela de Nossa Senhora da Conceição
    A decoração interna da nave é atribuída a Manoel Francisco Lisboa - Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias.
  • Igreja do Bom Jesus do Matozinhos
    Fachada da Igreja de Bom Jesus do Matozinhos.
  • Interior da  Igreja do Bom Jesus do Matozinhos
    A iconografia da Igreja de Bom Jesus do Matozinhos é bastante complexa, reunindo São Miguel e Almas, Sagrados Corações e Bom Jesus de Matozinhos
  • Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia
    A Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia tem rígida marcação de seu volume arquitetônico, dividido em dois blocos quadrangulares compostos pela nave e capela-mor
  • Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões
    A fisionomia da Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões está diferente da época da construção. A taipa de pedra foi substituída por alvenaria e um novo frontispício foi edificado
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo
    Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
  • Interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo
    A nave da Igreja de Nossa Senhora do Carmo é ampla e decorada por retábulos. O altar-mor foi desenhado por Manuel da Costa Athaíde
  • Detalhe da decoração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário
    A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é considerada como a expressão máxima do barroco colonial mineiro
  • Altar e teto da Igreja de Santa Efigênia
    Os altares da Igreja de Santa Efigênia caracterizam-se pela riqueza e profusão de detalhes
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
    Construída em meados do século XIX, a fachada atual da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar constitui-se numa espécie de síntese dos frontispícios do Rosário e São Francisco
  • Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
    A Matriz do Pilar apresenta estrutura arquitetônica idêntica à das igrejas construídas no mesmo período, caracterizada pela justaposição de duas formas quadrangulares
  • Interior da Igreja São Francisco de Assis
    Os altares da nave da Igreja São Francisco de Assis foram projetados por Aleijadinho e concluídos no século XIX
  • Igreja São Francisco de Paula
    As obras de construção da Igreja São Francisco de Paula se estenderam por todo o século XIX. De grandes proporções, sua planta obedece aos padrões clássicos
  • Praça Tiradentes
    Na praça Tiradentes foram edificados dois dos maiores exemplares da arquitetura civil da cidade: o Palácio dos Governadores e a Casa de Câmara e Cadeia (atual Museu da Inconfidência)
  • MG_Ouro_Preto_Chafariz
    Chafariz no Largo Marília de Dirceu restaurado
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    Chafariz no Largo Marília de Dirceu, antes do restauro
  • MG_Ouro_Preto_Igreja_Nossa_Senhora_da_Conceicao
    Igreja Nossa Senhora da Conceição em Ouro Preto (MG)
  • MG_Ouro_Preto_vista
    Vista de Ouro Preto nos anos 1970
  • MG_Ouro_Preto_vista_cidade
    Escola de Minas e Metalurgia, antigo Palácio dos Governadores, em 1941
  • subsite_iphan_minasgerais
    Ouro Preto (MG)
  • MG_MAT_OURO_PRETO_Vista_Aerea
    Ouro Preto MG
  • MG_OURO_PRETO_Ladeira_de_Santa_Efigenia
    Vista da Rua de Santa Efigênia.
  • MG_OURO_PRETO_paisagem_fundos_Ladeira_de_Sta_Efigenia
    Vista da Rua de Santa Efigênia.
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    vista panorâmica do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto.
  • Ouro Preto
    Conjunto Arquitetônico e Urbanístico - Outro Preto (MG)
  • MG_MAT_OURO_PRETO_conjunto_arueitetonico_e_urbanistico_antiga_1
    Conjunto Arquitetônico e Urbanístico - Ouro Preto (MG)
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    Igreja de Nossa Senhora do Carmo
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    Adro da Igreja Antônio Dias
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    Praça Tiradentes - Conjunto Arquitetônico e Urbanístico - Ouro Preto (MG)
  • MG_OURO_PRETO_conjunto_arueitetonico_e_urbanistico_antiga_2
    Conjunto Arquitetônico e Urbanístico - Ouro Preto (MG)
  • MG_OURO_PRETO_conjunto_arueitetonico_e_urbanistico_antiga_6
    Conjunto Arquitetônico e Urbanístico - Ouro Preto (MG)
  • MG_OURO_PRETO_museu_inconfidencia_credito-thinkstock
    Museu da inconfidência
  • MG_OURO_PRETO_Praça_Tiradentes
    Praça Tiradentes
  • MG_OURO_PRETO_Praça_Tiradentes_atual_e_antigo
    Praça Tiradentes
  • MG_OURO_PRETO_Praça_Tirandentes_1956
    Praça Tirandentes, ano 1956
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    Conjunto Arquitetônico e Urbanístico - Ouro Preto (MG)
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