Publicações

  • Conseqüências funestas da cruel guerra contra Bonaparte e outros inventos da paixão

    Autor: Andrey Rosenthal Schlee Edição: 2016 Páginas: 16

    Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny (1776-1850), antes de ser estudado como o arquiteto da “Colônia de Lebreton”, da “caravana francesa” ou da “Missão Francesa de 1816”, deve ser compreendido como um significativo exemplo de homem de seu tempo e, como tantos outros, testemunha ocular ou partícipe de alguns dos mais importantes momentos de consolidação do mundo contemporâneo. As transformações estruturais pelas quais passava a Europa no século XVIII – a primeira fase da Revolução Industrial (1750 a 1850) ou a Revolução Francesa (1789 a 1799), por exemplo – tiveram repercussão direta na vida do arquiteto.  

     

  • Aquarelas do Brasil: A importância dos registros pictóricos de Debret

    Autor: Mariane Pimentel Tutui Edição: 2015 Páginas: 23

    O presente artigo tem como objetivo ressaltar a importância dos registros pictóricos do artista francês Jean-Baptiste Debret, durante sua estadia no Brasil, nos anos de 1816 a 1831. Nos trópicos seu traçado adquiriu novas formas e distintas abordagens temáticas, entre as quais figuram negros e mestiços em meio ao cenário do Rio de Janeiro oitocentista. Trataremos de festas e cores descortinadas por Debret que oferecem possibilidades de investigação sobre as histórias, as memórias e as identidades expressas em processo de transformação, concernentes às manifestações culturais e a consolidação do que denominamos na atualidade de bens patrimoniais. Nesse exercício, também reforçaremos a importância das referências em uma obra de arte para que o legado do artista, a autenticidade de suas obras e sua memória sejam salvaguardados.

  • Patrimônio Histórico, Projetos Urbanos E Urbanidade

    Autor: Nadia Somekh Edição: 2015 Páginas: 16

    O Processo de urbanização de São Paulo produziu um modelo urbano sem urbanidade. A verticalização da cidade se desenvolveu nas ultimas décadas em condomínios fechados e destruiu os bens culturais. As transformações recentes da indústria e a reestruturação produtiva trouxe para as nossas cidades a convivência  de velhos e novos problemas, além disso, deixaram áreas, bem equipadas, vazias, ampliando o processo de expansão da cidade dispersa e consequente dilapidação dos recursos naturais. As cidades contemporâneas vêm passando por transformações que podem ser elencadas apontando a necessidade de ampliar a importância da proteção do Patrimônio Cultural, bem como dos espaços públicos, garantindo identidade e democracia urbana. Este artigo aponta diretrizes para a (re)formulação de uma Política de Preservação do Patrimônio para a cidade de São Paulo, com vistas ao resgate da urbanidade.

  • O restauro na atualidade e a atualidade dos restauradores

    Autor: Julia Miranda Aloise Edição: 2015 Páginas: 20

    A noção de patrimônio atual mudou muito – óbvia e naturalmente – em relação aos primórdios de sua elaboração e desenvolvimento. Também é natural que, no seu ensejo, tenham se modificado as teorias e práticas de preservação e restauração daquele. Jamais há de convir deixar de lado a produção dos grandes teóricos da história do restauro como Viollet-le-Duc, Ruskin, Riegl e Brandi, e os discursos (que não chegaram a configurarem-se em teorias) de técnicos como Boito, Giovannoni, Roberto Pane e outros. Ainda assim, a ampliação desta noção de patrimônio - tão calcado na instância histórica e artística até meados do século XX – para um patrimônio cultural, aliada à ampliação do alcance desta noção em função do fenômeno da globalização (LAGUNES, 2011), faz necessária uma interpretação cuidadosa e readequada para a contemporaneidade – e para as especificidades locais - deste repertório, a cada ocasião de intervenção.

  • Os Dicionários como Instrumentos de Difusão e Preservação na Historicidade Brasileira

    Autor: Águida Aparecida Gava e Divanize Carbonieri Edição: 2015 Páginas: 15

    No presente século, as obras lexicográficas se aperfeiçoaram por sobremaneira, orientadas ao público-alvo e atentas a universos linguístico específicos. Entretanto, visto de modo panorâmico, o papel do dicionário continua sendo o de registrar a história linguística de um povo e orientá-lo em questões específicas sobre a linguagem, além de meio de difusão e instrumento preservacionista. Neste trabalho abordaremos a história dos dicionários no Brasil e as mesclas com a língua tupi ocorridas da necessidade de se nomear os novos objetos e coisas do novo mundo. Após, discorreremos de modo elucidativo sobre os modelos de repertórios mais utilizados atualmente. No âmbito do engajamento teórico, relacionamos os autores Nunes (2006), Caldeira (2008), MCarthur (1986), Gava (2012), Barros (2006), Lara (2005), Boutin-Quesnel (1985), Farias, (2010), entre outros.

  • Mapas e Patrimônio: A Cartografia na Identificação do Patrimônio Cultural

    Autor: Ana Betânia S. P. Martins e Claudia F. Baeta Leal Edição: 2015 Páginas: 14

    Resultado da pesquisa de mestrado sobre a Cartografia no âmbito das práticas de preservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (Iphan), buscou-se analisar como as diretrizes dos inventários nacionais têm orientado o uso de mapas com vistas à identificação de bens culturais. Partiu-se da leitura dos manuais desses instrumentos tendo como parâmetro as características de duas abordagens mais usuais de Cartografia: de um lado, uma abordagem mais tecnicista e matemática da Cartografia, e, de outro, a que entende os mapas como um discurso, uma construção social e simbólica. Identificaram-se também usos diversos dos mapas, para além da localização: mapas como fonte histórica de conhecimento do sítio inventariado, como ilustração e como ferramenta de campo para levantamentos arquitetônicos e escolha de pessoas entrevistadas. O trabalho aponta a necessidade de se fazer um uso mais consciente dos mapas nas ações voltadas para o conhecimento do patrimônio, bem como a de buscar abordagens de cartografia que favoreçam o debate com a sociedade nesse processo.

  • Sobre o Tema da Gestão do Patrimônio Cultural

    Autor: Til Pestana Edição: 2015 Páginas: 19

    O artigo aborda as diretrizes e as estratégias de atuação dos gestores culturais relacionadas às políticas econômicas definidas, em 2009, no Fórum Nacional sobre Patrimônio Cultural. Apresenta a origem do pensamento que orienta o conceito de gestão do patrimônio cultural nos Estado Unidos e Europa a partir da segunda metade do século XX. Analisa a gestão do patrimônio cultural relacionado ao desenvolvimento socioeconômico no Brasil e a formação de gestores culturais. Conclui sobre a importância de se buscar vincular os conceitos de preservação e seu significado social considerando seu papel nos projetos que buscam uma transformação social.

  • Função promocional do Direito e proteção do meio ambiente

    Autor: Bruno Soeiro Vieira e Nelson Saule Júnior Edição: 2015 Páginas: 25

    Visa analisar a teoria da função promocional do direito da lavra de Norberto Bobbio e suas técnicas de encorajamento, vinculando-a, como fundamento científico, à discussão da proteção do meio ambiente urbano e às funções sociais da cidade e da propriedade, tal como expresso no caput do Art. 2º da Lei nº 10.257/2001. Destarte, por estar evidenciado o poder-dever estatal de tutelar o meio ambiente em todos os seus gradientes, buscou-se direcionar este estudo à proteção do meio ambiente artificial na Cidade de Belém (PA), pois aquela cidade amazônica possui um rico acervo patrimonial, oriundo de épocas áureas, tal como o período denominado de Belle Èpoque. Portanto, a mencionada proteção deve ser realizada através de todos os instrumentos admitidos no ordenamento jurídico.

  • Brasília e a Modernidade

    Autor: Luiz Philippe Torelly Edição: 2015 Páginas: 19

    O artigo do arquiteto e urbanista Luiz Philippe Torelly, Diretor de Articulação e Fomento do Iphan, analisa a inserção de Brasília no projeto da modernidade e a vincula historicamente a um conjunto de  ideias urbanísticas que tem origem na renascença, nos utopistas e nas várias correntes urbanísticas do século XIX até meados do século XX.

  • Triângulo da Memória de Juiz de Fora

    Autor: Julio Cesar Ribeiro Sampaio Edição: 2015 Páginas: 28

    Este trabalho discute a implantação das consagradas Áreas de Proteção do Ambiente Cultural/APACs em Juiz de Fora, Minas Gerais, levando-se especialmente em consideração a experiência da Cidade do Rio de Janeiro.

    O texto se divide em quatro tópicos. O primeiro se constitui numa síntese das implicações teóricas, metodológicas e práticas da conservação de áreas urbanas que servirá de suporte para as análises que ocorrerão nos demais momentos do delineamento do trabalho que tratarão especificamente do estudo de caso do artigo, do Triângulo da Memória de Juiz de Fora. Em seguida, inicia-se uma abordagem preliminar da formação do "Triangulo", o qual coincide com o núcleo histórico desta cidade.

    Na terceira seção, as condições atuais e as legislações vigentes da área em questão, são apresentadas e avaliadas através de procedimentos metodológicos especialmente desenvolvidos para este objetivo específico do trabalho, no âmbito de uma pesquisa que contou com os apoios do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais/FAPEMIG e do programa de iniciação científica da Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF. Estas duas partes intermediárias fornecem os subsídios devidamente contextualizados, os quais embasam, no fechamento do artigo, a definição dos parâmetros básicos da APAC, as diretrizes complementares de conservação e de desenvolvimento do "Triângulo da Memória".

Registros encontrados: 14

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