Sudeste

Mosaico Conjuntos Urbanos Tombados - Região Sudeste

Na Região Sudeste, estão verdadeiros museus a céu aberto onde as obras de arte se expõem aos olhos de todos, ao longo das ruas em pequenas e acolhedoras cidades erguidas entre as montanhas ou junto ao mar e emolduradas pela vegetação da Mata Atlântica. O ouro - mola propulsora do processo de desbravamento e ocupação do interior do Brasil durante a colonização portuguesa - gerou a riqueza com a qual foi construído esse patrimônio cultural. Motivados pela busca das minas de ouro e diamantes, os bandeirantes paulistas fundaram grande parte das povoações que dariam origem às cidades históricas de Minas Gerais. 

Três delas - Ouro Preto, Congonhas e Diamantina - receberam o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela Unesco. Ainda em Minas, Paracatu - localizada a oeste e próxima à divisa com Goiás -  também surgiu devido à exploração do ouro e sua localização estratégica tornou-a um ponto de convergência dos diversos caminhos entre o litoral e o Centro-Oeste. Mais distante, na Zona da Mata de Minas Gerais e próxima à divisa com o Estado do Rio de Janeiro, está Cataguases com um rico acervo de arquitetura moderna (1940 – 1960) formado por obras de Oscar Niemeyer e outros importantes arquitetos e artistas desse período. 

Com o título Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar, a capital do Estado do Rio de Janeiro foi reconhecida como Paisagem Cultural, pela Unesco. Entre a montanha e o mar - a caminho do Estado de São Paulo -, encontram-se a Vila Histórica de Mambucaba (município de Angra dos Reis), importante porto exportador de café e importador de escravos para o Vale do Paraíba, e Paraty, que se destaca pela extraordinária beleza natural e importância histórica pela ligação entre as capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Ainda no litoral, mas em direção ao Nordeste, está Cabo Frio, palco de lutas sangrentas entre portugueses e aventureiros de outras nações que aportavam na região para contrabandear madeira, época que deixou como legado os remanescentes de fortificações militares, entre outros monumentos. 

Nova Friburgo e Petrópolis localizam-se na região serrana: a primeira cidade ficou conhecida como a “Suíça Brasileira” devido à atração que exercia sobre os visitantes em busca de tranquilidade, clima de montanha e uma atmosfera de cidade europeia, marcada pelos costumes trazidos por imigrantes que se estabeleceram na região; e a segunda, a  “Cidade Imperial”, tem sua fundação e história intimamente ligadas ao imperador D. Pedro I, que se encantou com a exuberância da natureza e amenidade do clima, durante sua primeira viagem pela serra. Vassouras, no Vale do Paraíba - rio que banha os estados de São Paulo e Rio de Janeiro - floresceu com a economia do café, o chamado “ouro verde”, e alcançou grande projeção como a cidade dos “barões do café”. 

No Estado de São Paulo, a Aldeia de Carapicuíba surgiu de um aldeamento jesuíta que se destaca devido à permanência de sua primitiva feição urbanístico-arquitetônica, uma das 12 aldeias fundadas pelo padre José de Anchieta para a catequese de indígenas. Em Iguape, a arquitetura reúne técnicas construtivas brasileiras e orientais, criando um testemunho da origem, trajetória de vida e trabalho do imigrante japonês, que se instalou o Vale do Ribeira. A Vila de Paranapiacaba (município de Santo André) revela a influência da cultura inglesa na arquitetura e tecnologia, trazidas pela companhia de trens São Paulo Railway, que construiu a Ferrovia Santos-Jundiaí para atender à exportação do café. São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, preserva características da época dos barões do café, quando o rio Paraitinga era a principal via de escoamento de café e do ouro, em direção aos portos do litoral brasileiro.  

 

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