Publicações
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Oficina de Estudos da Preservação: coletânea III
Autor: organização Maria Rosa Correia Edição: 2014 Páginas: 224Palestras apresentadas no projeto Oficina de Estudos da Preservação de 2006 a 2007 realizadas no Iphan-RJ.
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Alcântara, Cidade Monumento: Minha casa é Patrimônio Nacional
Autor: organização e textos Ivo Barreto Edição: 2009 Páginas: 89Esta publicação que aqui apresentamos destina-se especialmente aos proprietários, locatários e usuários de imóveis inseridos na área de tombamento do Centro Histórico de Alcântara. Pretende-se aqui explicar, de maneira simples, aspectos relativos ao tombamento e a todas as regras que a legislação determina para essa área. Não se pretende simplesmente apresentar problemas, mas também soluções e diretrizes técnicas simples que auxiliem proprietários e moradores, em geral, do Centro Histórico quando o assunto é reformar e construir.
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Preservar Igarassu
Autor: Iphan PE Edição: 2009 Páginas: 26À medida que conhecemos a nossa história e nos identificamos com o lugar em que vivemos, nos sentimos parte dela, e assim agentes responsáveis pela sobrevivência do patrimônio que herdamos. Portanto, devemos estar atentos a todos os elementos que constituem o nosso sítio histórico, sejam eles naturais ou construídos, pois foram eles que atribuíram ao nosso lugar o seu grande valor. Por isso, entender os conceitos de manutenção, conservação e descaracterização é fundamental para nossa atuação como protetores do nosso patrimônio histórico.
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Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar
Autor: Comitê Técnico da Candidatura do Rio a Patrimônio Mundial Edição: 1ª edição Páginas: 11Nada representa mais o estágio civilizatório, a genialidade, os desafios, as contradições, a singularidade cultural da sociedade
brasileira do que a Paisagem Cultural da Cidade do Rio de Janeiro. É fruto da sensibilidade da ação do homem ao se deparar com uma natureza absolutamente singular e estonteante, que o estimulou a construir uma cidade especial, de forma deliberada, determinada. A relação homem-natureza no Rio de Janeiro é única e constitui a alma da cidade. -
Guia Afetivo da Cidade de Goiás
Autor: Elder Rocha Lima Edição: 2008 Páginas: 144Este Guia Afetivo da Cidade de Goiás talvez seja de difícil classificação – não é um guia turístico, ou melhor, não é somente uma indicação para o turista comum. Em primeiro lugar porque as pessoas que, de uma maneira ou de outra, estão envolvidas na sua produção têm um relacionamento com a Cidade além do usual ou necessário nesses casos. Alguns são originários dela, isto é, são naturais da Cidade e, portanto, é de se esperar o sentimento filial que transparece nas suas páginas. Outros a conhecem por razões profissionais, mas se integraram de tal maneira com o lugar que neles surgiu um sentimento de amor que os transformou de simples testemunhas em cúmplices. Essa constatação exigiu uma conduta diferente daquela de elaboração de um mero guia, frio e objetivo. Tentou-se dar ao leitor uma espécie de retrato íntimo da Cidade, pois de outra forma dominaria, em todos que nele colaboraram, um sentimento de frustração – mais do que isso, uma sensação de traição à Cidade e em especial com aqueles que lutam pela sua valorização e preservação.
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Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade - Patrimônio Mundial Misto
Autor: texto Candice Ballester Edição: 2019 Páginas: 46O processo de candidatura de Paraty para inscrição na lista do Patrimônio Mundial iniciou há mais de dez anos. Ao longo desse período houve um amadurecimento da proposta brasileira para o sítio, inicialmente apresentado como um bem cultural e justificado pelos testemunhos materiais do ciclo do ouro, principalmente o trecho do caminho remanescente em Paraty.
A nova proposta foi apresentada à UNESCO em janeiro de 2018, e concluída em janeiro de 2019. A candidatura que se apresenta à lista do Patrimônio Mundial é o primeiro sítio brasileiro na categoria misto, cultural e natural, de um bem seriado composto por cinco componentes que expressam os valores únicos da interação entre ambiente natural e o sistema cultural, que é o testemunho da presença humana pretérita em um território que abrange uma porção da serra do mar até a planície costeira abraçada pela Baía da Ilha Grande, contendo uma rica biodiversidade de mata atlântica e de marinha intimamente relacionada ao modo de vida tradicional das comunidades locais.
Paraty e Ilha Grande: cultura e biodiversidade traz uma proposta de estabelecer o primeiro sítio misto da América do Sul e do
Caribe que inclui populações tradicionais de diferentes etnias vivendo em seu interior e uma cidade que preserva as suas relações históricas e dinâmicas urbanas. -
Sentidos do Patrimônio: Parque Nacional Serra da Capivara Comunidade São Vitor
Autor: organização Ana Stela de Negreiros Oliveira, Nívia Paula Dias de Assis e Adonias Antonio Galvão Neto Edição: 2017 Páginas: 120Esta publicação apresenta aos leitores o território da Serra da Capivara com um enfoque muito inovador e condizente com os princípios norteadores da Educação Patrimonial. Ao trazer as narrativas dos moradores da comunidade Lagoa de São Vitor no capítulo “Memórias”, reafirma a necessidade de evidenciar a “autoridade de fala” e a multivocalidade das visões do patrimônio, mostrando que não há sentdo em produções de conhecimento sobre referências culturais que não levem em consideração a significação afetiva e de memória coletiva de quem utliza o território como espaço de vida e, portanto, como seu estimado jeito de ser e estar no mundo.
Ao mesmo tempo, acertadamente, apresenta as narrativas científicas e acadêmicas sobre o mesmo território e contempla as influências decorrentes da criação do Parque Nacional da Serra da Capivara e os contornos que o tema do patrimônio cultural adquiriu nesse contexto. É muito interessante ver, também, como essas diferentes narrativas sobre o patrimônio não são excludentes e, sim, complementares.
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Os Ceramistas Tupiguarani Vol. I - Sínteses Regionais
Autor: organização André Prous & Tania Andrade Lima Edição: 2ª edição Páginas: 197Esta obra coletiva nasceu quase de um acaso. Em 1998, estava terminando um longo ciclo de pesquisas de campo no Vale do Rio Peruaçu. Depois de trabalhar muitos anos preferencialmente sítios em abrigos, mergulhado nos vestígios deixados pelas populações mais antigas do Brasil central, analisando tecnologia lítica e arte rupestre, senti o desejo de iniciar o estudo de novos grupos, abordar um passado menos remoto, enfim, descobrir outros horizontes. Estava na hora de apresentar novos projetos de pesquisa a agências de fomento, quer ao CNPq, no Brasil, quer ao Ministère des Affaires Etrangères, na França e, desta forma, abrir uma nova frente em minha vida profissional. Foi neste momento que Alenice Baeta, minha colaboradora de longa data, encarregou-se do salvamento da área a ser inundada pela usina hidroelétrica de Aimorés, no baixo Vale do Rio Doce. As primeiras prospecções localizaram quase exclusivamente sítios tupiguarani.
(Trecho da apresentação do título, por André Prous)
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Os Ceramistas Tupiguarani Vol. II - Elementos Decorativos
Autor: organização André Prous & Tania Andrade Lima Edição: 2ª edição Páginas: 244A chamada tradição Tupiguarani foi criada pelo PRONAPA (Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas), na década de 1960, para denominar uma indústria cerâmica de populações indígenas que, ao tempo da colonização ibérica da América do Sul, viviam em numerosas aldeias, nos espaços densamente florestados da bacia do Rio da Prata, na bacia do rio São Francisco e no litoral atlântico do Brasil. Essas populações falavam, predominantemente, línguas aparentadas do tronco lingüístico Tupi-Guarani. A cerâmica que os arqueólogos denominam Tupiguarani é abundante, doméstica e utilitária. Apresenta formas, tamanhos, acabamentos de superfície e usos que respondem a um mesmo grande esquema, razões que foram usadas para juntá-la numa tradição.
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Os Ceramistas Tupiguarani Vol. III - Eixos Temáticos
Autor: organização André Prous & Tania Andrade Lima Edição: 2ª edição Páginas: 208No cenário atual da arqueologia brasileira, o tema tupiguarani tornou-se profundamente desinteressante, e uma inevitável sensação de fastio invade grande parte da nossa comunidade a sua simples menção. Investigados maciçamente a partir de uma perspectiva descritiva e classificatória, salvo as honrosas exceções que só confirmam a praxe, ele acabou completamente esvaziado, ao conseguir gerar tão somente tediosos produtos repetitivos, do tipo “se viu um, viu todos”. No entanto, trata-se na verdade de mais um fascinante tema da pré-história brasileira, empobrecido pela insistência na adoção de uma perspectiva teórica que esgotou suas possibilidades, uma vez colhidos os frutos que poderia produzir. De tal forma que, enquanto não forem construídos e testados novos modelos fundados em linhas teoricamente mais fecundas do pensamento arqueológico, será difícil reverter este quadro. Esta obra foi organizada no sentido de discutir não só o passado e o presente, mas também o futuro das investigações sobre aqueles que produziram a cerâmica tupiguarani.




